Basf obtém registro no país para novo agrotóxico contra a ferrugem da soja

Marisa Cauduro/Valor / Marisa Cauduro/Valor
Leduc: fungicidas são a maior fonte de receita da divisão agrícola da Basf no país

A Basf obteve na semana passada a liberação para comercializar no Brasil um novo defensivo contra a ferrugem asiática e outras doenças provocadas por fungos nas lavouras de soja.

Batizado de Orkestra, o fungicida é uma mistura de dois ingredientes ativos – o Xemium, do grupo químico das carboxamidas, e o F500, das estrobilurinas.

Segundo o vice-presidente da Unidade de Proteção de Cultivos da Basf para a América Latina, Eduardo Leduc, a novidade é a introdução das carboxamidas no controle da ferrugem no Brasil.

"A doença é controlada há 10 anos por um único grupo químico [as estrobilurinas], de modo que a eficiência dos produtos disponíveis começa a ficar comprometida". Os agricultores fazem até cinco aplicações de fungicida por safra para controlar a ferrugem.

O executivo afirma que o novo agrotóxico pode assegurar às lavouras de soja um ganho de produtividade de até 10%.

A Basf já comercializa seu novo fungicida em aproximadamente 30 países – na Europa e nos Estados Unidos, há três anos. No Brasil, o químico estava em processo de registro desde março de 2010. Inicialmente, a formulação do composto será feita nos EUA.

Apesar do registro, a múlti terá de esperar até a safra 2014/15 para colocar o defensivo no mercado, uma vez que os agricultores já adquiriram grande parte dos insumos para o plantio deste ano. "O registro veio tarde. Vamos aproveitar 2013 para apresentar o produto".

O sucesso do novo fungicida é estratégico para a Basf. Os fungicidas são a maior fonte de receita da divisão agrícola da companhia no Brasil, que no ano passado faturou aproximadamente € 1 bilhão.

Para a Basf, o Brasil só perde em relevância para a Europa, que concentra aproximadamente 30% das vendas globais da companhia.

Considerada uma das grandes apostas da empresa no país, a soja Cultivance, um novo transgênico desenvolvido em parceria com a Embrapa, ainda não tem data para ir a mercado, disse Leduc.

Segundo o executivo, a companhia ainda aguarda a liberação do consumo da nova semente na União Europeia e no Japão, que importam soja do Brasil.

"Temos variedades prontas, estamos fazendo a divulgação do produto, mas ainda não conseguimos prever quando será possível lançá-lo. A questão é muito mais ideológica do que técnica", afirma. A companhia previa comercializar a nova tecnologia já a partir da safra 2011/12.

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Fonte: Valor | Por Gerson Freitas Jr. | De São Paulo

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