Balança do segmento tem déficit

De janeiro a setembro deste ano, a balança brasileira de lácteos ficou deficitária em quase US$ 90 milhões, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex/Mdic) compilados pela Viva Lácteos. As importações de produtos como leite em pó, manteiga, queijos somaram US$ 318,3 milhões, enquanto as exportações alcançaram US$ 228,7 milhões.

As estatísticas mostram que a Venezuela foi o principal destino das exportações brasileiras de produtos lácteos no período. Os itens exportados ao país – principalmente leite em pó – geraram um receita de US$ 166,49 milhões entre janeiro e setembro. A seguir, veio a Arábia Saudita, para onde foram exportados o equivalente a US$ 9,67 milhões, e Angola, com US$ 9,22 milhões.

Os números mostram uma forte dependência da Venezuela, que está em crise econômica e enfrenta escassez de alimentos. Como revelou o Valor, em agosto e setembro a holding J&F, que controla JBS, Vigor (sócia da Itambé) e Flora, foi uma das principais fornecedoras de leite em pó ao mercado venezuelano. E as vendas têm sido com preços bem superiores aos de mercado, porque são feitas sem carta de crédito e com prazo de pagamento de 90 dias. Além disso, a J&F fica responsável por armazenar o produto – que é exportado a granel – naquele país, embalá-lo em pacotes de 1 quilo e distribuí-lo.

De janeiro a setembro deste ano, o principal produto exportado pelo Brasil foi o leite em pó integral. Foram US$ 162,9 milhões do produto. A seguir veio o leite condensado (US$ 33,02 milhões) e depois o leite modificado (US$ 9,75 milhões), conforme os dados compilados pela Viva Lácteos.

Por Alda do Amaral Rocha | De São Paulo

Fonte : Valor

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