B&A aposta em termofosfato e mira potássio

A B&A Mineração, empresa da holding AGN Agroindustrial Projetos e Participações, encabeçada por Roger Agnelli, ex-presidente da Vale, tem um projeto de pequeno porte no Pará para a produção de termofosfato calcinado. Localizado em Bonito, município paraense a cerca de 150 quilômetros da capital Belém, o projeto deverá produzir de 100 mil a 150 mil toneladas do produto por ano, segundo Roberto Busato Belger, diretor de fertilizantes da empresa.

O fosfato tem 20% de teor de P2O5 (fósforo) e não fica solúvel pelas vias químicas usuais, explica Belger. O mineral é diferente, colocado num forno aquecido a até 800 graus que elimina a água. É um processo mais simples e com custo mais baixo. A estimativa é que a produção de fosfato calcinado comece em 2015 e atenda à demanda da região para a produção de palma. O projeto foi iniciado pela Rio Verde Minerals, empresa com ações em bolsa no Canadá e projetos no Brasil que foi adquirida em 2012 pela B&A. A partir dessa aquisição, a B&A também assumiu um projeto de potássio que ainda está sendo prospectado em Sergipe, conforme Belger.

O projeto de termofosfato calcinado em Bonito, que já está em construção desde o início deste ano, demanda investimento de R$ 80 milhões – R$ 70 milhões obtidos da Finep. A B&A, que também comprou 11,5% da MbAC, conta com US$ 520 milhões para investimentos para os próximos anos. A maior parte desses recursos foi aportada pelo BTG Pactual, que divide o controle da companhia com a holding AGN Agroindustrial.

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Fonte: Valor | Por Carine Ferreira | De São Paulo

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