Azeite gaúcho, entre os melhores do mundo

O azeite de oliva extravirgem produzido no Rio Grande do Sul está entre os melhores e mais saudáveis do mundo. Mesmo assim, é provável que boa parte dos leitores nunca o tenha experimentado.

Nos últimos três anos, são mais de 50 premiações internacionais abocanhadas pela olivicultura gaúcha, o que garante o selo de qualidade para produção no Estado.

Porém, no quesito abastecimento, ainda há um longo percurso até que os rótulos cheguem ao grande varejo, nas prateleiras dos supermercados, ao alcance dos consumidores.

Cultura recente e ainda em desenvolvimento, a produção de oliveiras no Rio Grande do Sul tem apenas 15 anos – uma ínima fração dos 6 mil anos que o cultivo de azeitonas e a produção de azeitem ocupam na história da Europa.

Quando as primeiras mudas chegaram ao Sul do Brasil, importadas da multinacional espanhola Agromillora, pouco se sabia sobre os rendimentos e a qualidade do produto que estava por vir. Hoje, depois de uma década e meia, é consenso que qualidade não é o problema.

Cada muda de oliveira leva de três a cinco anos para dar frutos.

E até 10 para atingir a fase adulta.

Todos os olivais gaúchos são bem novos, não passaram de cinco safras, o que explica a pouca quantidade de azeitonas e a variação entre colheitas. Enquanto 2019 foi um ano excelente, com 1,6 mil toneladas de frutas colhidas que resultaram em 200 mil litros de azeite, neste ano, o cenário mudou completamente devido a problemas climáticos: a safra será de apenas 400 toneladas (queda de 75%), suiciente para 48 mil litros Nos últimos 15 anos, avanço da olivicultura transformou o RS no maior produtor nacional de azeites de azeite.

A próxima safra, em 2021, por sua vez, tende a ser a maior registrada, segundo o Instituto Brasileiro de Olivicultura do Estado (Ibraoliva-RS). "Se não chover muito em setembro, durante a época de polinização, vamos ter uma ótima colheita, maior do que a de 2019", projeta o presidente do Ibraoliva-RS, Paulo Marchioretto.

Essa instabilidade da safra não inluencia na qualidade do produto nem impede o crescimento da olivicultura no País, em especial, no Rio Grande do Sul. A produção nacional está concentrada nas regiões Sul (além do RS, SC e PR) e Sudeste (SP e MG). Os gaúchos lideram com folga: detêm cerca de 70% do cultivo de oliveiras e 70% da produção nacional de azeite extravirgem. São 35 marcas de azeite e mais de 200 produtores no Estado.

Fonte: Jornal do Comércio

Compartilhe!