Aviões e pilotos agrícolas em alerta na fronteira para combater gafanhotos

Mais de 70 aviões agrícolas, além de dezenas de pilotos gaúchos, estão em alerta para entrar em combate rapidamente caso a nuvem de gafanhotos que segue próximo do Rio Grande do Sul ingresse em território brasileiro.

Organizada pelo Sindicato das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag), a ação cadastrou as aeronaves entre mais de 400 registradas no Estado e que, pela localização, podem entrar em ação na Fronteira Oeste, a partir de cidades como Uruguaiana e Alegrete.

O combate exigiria não mais do que dois ou três aviões no ar, mas quem subirá para atacar a praga vai depender da disponibilidade e o ponto de ingresso da nuvem no Estado. De acordo com o presidente do Sindag, Thiago Magalhães, a aplicação dos químicos normalmente é feita quando os gafanhotos estão no solo, parados, e chegam a ocupar uma área de 10 hectares. No ar, a nuvem, que se divide em mais de um grupo, pode alcançar uma área equivalente a 3 mil hectares.

Um dos pilotos que poderá entrar no combate aéreo é Marco Camargo, da Itagro, de Alegrete, que além de atividades ligadas ao agronegócio também já atuou em combate a incêndios de grandes proporções na região. "Os pilotos e as aeronaves estão sempre a postos, já que passam por revisões periódicas.

O que falta é o Mapa (Ministério da Agricultura) definir o defensivo e as quantidades, e contratação prévia dos aviões", afirma.

Fonte: Jornal do Comércio

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