AVICULTURA | Setor se mostra disposto ao diálogo

A Asgav e o Sipargs manifestaram-se, ontem, sobre a interdição parcial do frigorífico Agrosul, em São Sebastião do Caí. Em nota, as entidades posicionaram-se com relação à força-tarefa deflagrada pelo Ministério Público do Trabalho e Ministério do Trabalho e Emprego em empresas avícolas. Conforme o texto, o setor está disposto ao diálogo e a atender à legislação que trata das condições de trabalho. As entidades alegam que têm contratado profissionais de fisioterapia, ergonomia e medicina ocupacional, além de adotar procedimentos de pausas, segurança e proteção. ‘As empresas estão buscando as adequações necessárias. Algumas estão bem avançadas, outras nem tanto, mas o setor está consciente de que deve evoluir cada vez mais’, disse o secretário executivo da Asgav, José Eduardo dos Santos. Segundo ele, caso haja ‘intransigência’, o setor será vítima de ‘ideais que desconsideram conceitos de empreendedorismo, geração de renda familiar, entendimento, acordos, sensatez e desenvolvimento saudável e social’.

A interdição parcial da Agrosul ocorreu porque, segundo o MPT, a empresa operava em desacordo com a NR 36, apresentando situações de risco à saúde e à integridade física dos trabalhadores. Ontem, foram realizadas audiências administrativas com os frigoríficos BRF, de Lajeado, e JBS Aves, de Montenegro. Foram revisadas cláusulas dos termos de ajustamento de conduta propostos. ‘As empresas estão simpáticas à ideia de negociação e o MPT também acha que é a melhor saída’, disse o procurador Ricardo Garcia, que coordena o Programa de Adequação das Condições de Trabalho nos Frigoríficos.

Fonte: Correio do Povo

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *