Avançam os projetos de logística da Copersucar

Maior comercializadora de açúcar e etanol do Brasil, a Copersucar deverá concluir até o fim desta safra 2012/13 um quarto de um ambicioso plano de investimentos em logística iniciado em 2011/12. Até abril do ano que vem, o grupo deverá completar aportes da ordem de R$ 500 milhões nessa área, de um total de R$ 2 bilhões previsto até 2015.

O maior investimento realizado até agora no período foi no projeto da Logum, empresa criada para construir e operar um sistema de transporte integrado de dutos, hidrovias, rodovias e cabotagem. O projeto, que prevê o escoamento de etanol de regiões de Goiás, São Paulo e Minas Gerais até o litoral de São Paulo e Rio de Janeiro, prevê aportes de R$ 6 bilhões até 2020.

Com 20% de participação na Logum, a Copersucar aportou até agora R$ 230 milhões na empreitada e ainda tem a investir até o fim do projeto um valor adicional de R$ 970 milhões. Os outros sócios na Logum são Camargo Corrêa (10%), Raízen (20%), Odebrecht TransPort (20%), Petrobras (20%) e Uniduto Logística (10%).

Além da aposta na Logum, a Copersucar também está investindo em projetos complementares de logística de etanol. A trading iniciou este ano a aplicação de R$ 150 milhões para implantar um terminal em Paulínia (SP) com capacidade total para armazenar 2 bilhões de litros de etanol. Na primeira fase, que será inaugurada em 2014, a capacidade instalada de movimentação anual será de 180 milhões de litros. Integrado ao projeto da Logum, o terminal atenderá também a embarques do biocombustível ao exterior.

Na área de açúcar, a comercializadora, que deve faturar US$ 7,5 bilhões (cerca de R$ 15 bilhões) no atual ciclo, inaugurou três terminais desde meados de 2011, com investimentos de R$ 50 milhões. Em março deste ano começou a funcionar a ampliação do terminal de Ribeirão Preto (SP), que tem recepção de cargas por via rodoviária e expedição por ferrovia. A estrutura de armazéns anexa à via férrea foi adquirida em meados de 2010, por R$ 10 milhões (da extinta trading Crystalsev, controlada pela Santelisa Vale, cujo controle foi comprado pela Louis Dreyfus).

Atendido pela Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), o terminal, que tinha capacidade de movimentação de 150 mil toneladas de açúcar por ano, foi expandido para suportar 1,5 milhão de toneladas da commodity.

Os outros dois terminais inaugurados no período foram o de São José do Rio Preto (SP), também multimodal (rodovia e ferrovia), e o de contêineres do Guarujá (SP), com capacidade de estufagem de 20 mil contêineres anuais.

Todos os investimentos estão sendo feitos para dar suporte à produção de açúcar e etanol de sócios e de terceiros. Nesta safra em curso, a 2012/13, a trading deve movimentar 8,7 milhões de toneladas de açúcar – ante as 7,6 milhões da temporada 2011/12 – e 4,8 bilhões de litros de etanol.

Outro importante player de logística, a Rumo Logística, controlada pela Cosan, planeja investir R$ 1,4 bilhão entre 2010 e 2015 no transporte de açúcar e grãos. Desse total, R$ 500 milhões foram aportados no período para compra de 50 locomotivas e 929 vagões. Os aportes na construção e ampliação de terminais no interior e no porto de Santos, que somarão R$ 360 milhões, estão em curso, assim como os R$ 600 milhões para a reativação de trechos ferroviários que estavam fora de operação.

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Fonte: Valor | Por Fabiana Batista | De São Paulo

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