Aumenta o lucro líquido da Minerva no 3º trimestre

Impulsionada pela maior disponibilidade de gado para abate e pela redução dos preços do boi gordo, a Minerva Foods, terceira maior processadora de carne bovina do país, reportou lucro líquido atribuído aos acionistas de R$ 20,6 milhões no terceiro trimestre, ante os R$ 15,5 milhões de igual período de 2011.

"O principal fator para o melhor resultado está relacionado à inversão do ciclo da pecuária, que fez com que o preço médio da arroba do boi gordo caísse 6% no trimestre", disse o diretor-presidente da Minerva, Fernando Galletti de Queiroz. Além de ganhar com a queda da matéria-prima, a empresa se beneficiou da crise dos processadores de aves e suínos, que sofrem com a valorização dos grãos usados na ração dos animais.

Com isso, o preço da carne bovina no mercado interno acompanhou a tendência de alta das proteínas de frango e suína e subiu, em média, 6,9% no trimestre, ampliando a margem operacional da companhia. "Isso só mostra que nossa estratégia de concentrar a operação em bovinos está certa", disse Galletti de Queiroz.

Entre julho e setembro, a Minerva obteve um lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) de R$ 134,5 milhões, salto de 47,9% sobre os R$ 90,9 milhões apurados no terceiro trimestre do ano passado. A margem Ebtida, por sua vez, atingiu 11,67% no trimestre encerrado em setembro, ante 8,55% um ano antes.

Na comparação, a receita líquida da empresa cresceu 8,3%, passando de R$ 1,063 bilhão para R$ 1,152 bilhão no terceiro trimestre deste ano. O aumento das vendas foi puxado pelas exportações da companhia no período, que subiram 30,5% sobre o mesmo intervalo do ano passado, para R$ 852,3 milhões. Em contrapartida, as vendas no mercado doméstico recuaram 23,3% na comparação anual, para R$ 371,2 milhões.

A Minerva fechou o terceiro trimestre com dívida líquida de R$ 1,64 bilhão, 3,7% superior aos R$ 1,58 bilhão do segundo trimestre deste ano. O perfil desse endividamento, ressaltou Galletti de Queiroz, é bastante saudável, com um prazo médio de vencimento de sete anos.

O índice de alavancagem (relação entre dívida líquida e Ebtida) caiu de 3,99 vezes, no segundo trimestre deste ano, para 3,7 vezes no trimestre até setembro. "Estamos aproveitando o ciclo de aumento de oferta de gado para desalavancar a companhia", afirmou Galletti de Queiroz.

O diretor-financeiro da Minerva, Edison Ticle, ressaltou que o lucro no trimestre poderia ter sido maior não fosse a variação cambial sem efeito caixa sobre as dívidas da companhia em moeda estrangeira. "Tivemos uma despesa ‘não caixa’ de R$ 17 milhões com a variação cambial. Sem ela, o lucro seria de R$ 38 milhões".

O melhor momento para os frigoríficos de carne bovina no Brasil ajudou a Minerva a elevar a disponibilidade de caixa no terceiro trimestre, que subiu para R$ 920 milhões no trimestre. No segundo trimestre, a companhia reportou uma disponibilidade de R$ 818,5 milhões.

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Fonte: Valor | Por Luiz Henrique Mendes | De São Paulo

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