Atividade industrial no RS cresce 17,6% no semestre

IDI-RS volta a subir após três meses de queda, diz pesquisa da Fiergs

O Índice de Desempenho Industrial (IDI-RS), divulgado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs), voltou a crescer em junho, na comparação com maio, feito o ajuste sazonal. Após três meses de queda, subiu 0,6%. Embora o nível de atividade acumule baixa de 1,7% no acumulado desde janeiro, aparece 4,2% acima do nível anterior ao da pandemia, em fevereiro de 2020.

"Tivemos um primeiro semestre bastante difícil, marcado por medidas de fechamento e abertura da economia, acompanhando a dinâmica da pandemia. Durante o período, a economia contou com menos estímulos governamentais e a indústria continuou enfrentando problemas de escassez e altas expressivas nos preços de insumos e matérias- -primas", explica o presidente da Fiergs, Gilberto Petry. O dirigente reforça que a conjuntura favorável ao agronegócio impulsionou a extensa cadeia produtiva do segmento metalmecânico do RS, amenizando a situação.

Entre os componentes do IDI- -RS, apenas as compras industriais caíram em junho, um recuo de 1,1% na comparação com maio.

O resultado no mês foi puxado pelo faturamento real, aumento de 3,9%, pelas horas trabalhadas na produção, 2,1%, e pela utilização da capacidade instalada-UCI, com mais 2,1 pontos percentuais, atingindo 82,4% em junho. Os indicadores de mercado de trabalho do setor também cresceram no período: emprego, 0,5%, pelo 13º mês seguido, e a massa salarial real, 0,3%.

Na comparação com o ano passado, as taxas em 2021 também subiram, mas continuam influenciadas pelas baixas bases de comparação. O IDI-RS cresceu 18,5% em junho e 17,6% no acumulado do primeiro semestre, taxa recorde, ambos relativamente ao mesmo período de 2020. Comparativamente a 2019, os aumentos foram de 6,4% e de 4,9%, respectivamente.

Sob a ótica dos indicadores no acumulado dos primeiros seis meses de 2021, comparativamente a igual período de 2020, a decomposição do IDI-RS mostra que as principais influências foram dadas pelas compras industriais (+43%), pelas horas trabalhas na produção (+20,4%) e pelo faturamento real (+18,8%). A UCI aumentou sete pontos percentuais, com média de 81,8% no período, enquanto o emprego e a massa salarial cresceram, nessa ordem, 5,6% e 3,2%. "Para o segundo semestre, a tendência é positiva em um contexto de abertura mais ampla das atividades, recuperação econômica global e menores dificuldades na cadeia de suprimentos", reforça o presidente da Fiergs.

O primeiro semestre de 2021 também foi de expansões disseminadas em termos setoriais.

Entre os 16 pesquisados, o único com queda na atividade foi o de máquinas e materiais elétricos, recuo de 1,9%. As maiores contribuições para o resultado global vieram de máquinas e equipamentos, com elevação de 37,4%, de veículos automotores (22,2%) e de produtos de metal (32,1%). Destaque igualmente para os desempenhos da metalurgia (32,7%), de móveis (22,7%), de têxteis (25%) e de vestuário e acessórios (19,4%).

Fonte: Jornal do Comércio

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