Assuntos fundiários | CNA repudia violência

É com indignação e pesar que a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) registra que se converteu em luto a apreensão do setor rural, diante das recentes ameaças de entidades indigenistas, que deram ultimato à Justiça, cujo prazo se encerrou ontem, para libertar um intitulado “cacique” suspeito de assassinato.

Nosso alerta contra a incitação à violência foi ignorado e, poucas horas depois, dois pequenos agricultores foram brutalmente assassinados neste 28 de abril, em área de conflito no Rio Grande do Sul. Mais do que lamentar mortes, a CNA exige, das autoridades competentes, um basta à violência no campo que tem vitimado brasileiros índios e não índios.

Começamos 2014 assistindo ao desespero e à revolta dos moradores de Humaitá, no Amazonas, com o sequestro seguido da morte de três trabalhadores, crime que levou cinco indígenas à prisão. Mais recentemente, testemunhamos o homicídio de Juracy dos Santos Santana, que vivia em área de conflito agrário no Sul da Bahia e não obteve a proteção solicitada ao Ministério da Justiça. Ontem, os dois irmãos foram assassinados no interior gaúcho. Quantas mortes mais teremos de assistir?
Brasília, 29 de abril de 2014.

Senadora Kátia Abreu
Presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil

Fonte: CNA

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