Assembleia vai mapear situação da agropecuária gaúcha

DANILO SANT’ANNA/EMBRAPA/DIVULGAÇÃO/JC
Radiografia vai envolver dados da produção animal e vegetal no Rio Grande do Sul
Radiografia vai envolver dados da produção animal e vegetal no Rio Grande do Sul

Até novembro deste ano, o Rio Grande do Sul vai conhecer detalhadamente o perfil de sua produção agropecuária, bem como os principais entraves para o pleno desenvolvimento do setor na região. O diagnóstico será o produto do projeto Radiografia da Agropecuária Gaúcha, lançado ontem por iniciativa da Assembleia Legislativa do Estado e que vai contar com o apoio de diversas entidades ligadas ao campo, além de órgãos de pesquisas que, juntos, vão mapear a produção e identificar pontos que vão virar propostas de novas políticas para melhoria do ambiente rural.
O pontapé inicial para a realização do estudo foi dado pela Comissão de Agricultura da Assembleia, presidida pelo deputado Ernani Polo (PP-RS). O parlamentar explica que a proposta da Radiografia é agregar todos os agentes envolvidos na produção animal e vegetal do Estado a fim de alcançar um grande banco de dados sobre a condição do agronegócio. “Vamos buscar dados como custo da produção, produtividade, preços dos produtos”, afirma. “São dados atuais, mas também vamos traçar um paralelo com cinco, dez e 15 anos atrás para ver como está a evolução de todos esses setores e identificando os principais gargalos que cada setor enfrenta”, explica Polo.
Ao final desse período em que índices de organizações como IBGE, Conab, Emater-RS, além de estudos e levantamentos das entidades representativas dos segmentos rurais, serão cruzados por técnicos do governo e das organizações envolvidas, um documento será elaborado para apontar as maiores dificuldades da agropecuária gaúcha. De acordo com Polo, as demandas identificadas serão encaminhadas ao governo, no intuito de executar medidas para desafogar os gargalos apresentados. O presidente da Assembleia Legislativa, Alexandre Postal, destaca que essa radiografia demonstrará ao poder público o panorama dos pontos onde a agropecuária precisa evoluir, de forma que gere mais eficiência aos gastos do governo e mais retorno ao cidadão. Como exemplo, Postal cita a seca que castigou produtores e tem reflexos no orçamento doméstico e requer maior atenção. “Este ano mais uma vez se abateu uma estiagem, que mexe no bolso da sociedade gaúcha, nas finanças do governo do Estado, por isso é importante esse trabalho, unindo todos os partidos, entidades, sindicatos, cooperativas em prol de termos uma radiografia completa daquilo que o Rio Grande do Sul precisa”, frisa. 
Durante a solenidade de lançamento do projeto, diversos dirigentes de sindicatos e associações estiveram presentes para demonstrar apoio à iniciativa, que é considerada bem-vinda diante do momento do agronegócio estadual. O presidente da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), Carlos Sperotto, diz que a participação das entidades ligadas ao campo já é um sinal de êxito do projeto, que une a vontade parlamentar aos anseios das instituições. “Eu diria que deste contexto que está se montando há um grande ganho, que vai ser uma universalização de dados e números, para que a sociedade tenha também conhecimento desta realidade.”
O presidente da Associação dos Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul (Acsurs), Valecir Folador, compartilha a opinião de Sperotto, e acrescenta que do mapeamento da situação da agropecuária do Estado, deve emergir a solução para muitos desafios impostos ao setor. “Vem em um bom momento, para que possamos criar políticas no futuro buscando redimir problemas que fazem parte das cadeias”, aponta. Além do levantamento, a Assembleia irá promover um ciclo de palestras com especialistas, com o objetivo de debater amplamente junto aos envolvidos no projeto e à sociedade temas ligados às cadeias produtivas. A primeira acontece no dia 26 de abril, com o ex-ministro da Agricultura Francisco Turra.

Fonte: Jornal do Comércio | Mayara Bacelar

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