Arrozeiro espera revisão de dívida

Expectativa é dirigida a anúncio de medidas de apoio oficial ao segmento, marcado para hoje

Diante do anúncio de apoio à lavoura de arroz previsto para hoje, dois cenários são esperados pelos agricultores gaúchos. O aceitável incluiria mecanismos de comercialização para ajudar a escoar a produção, e o ideal seria composto por renegociação de dívidas e campanha de aumento do consumo.
O pacote com as medidas será conhecido hoje, quando o Ministério da Agricultura se reúne com arrozeiros do Rio Grande do Sul e Santa Catarina para explicar os termos do benefício. A expectativa do presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do Estado do Rio Grande do Sul (Federarroz), Renato Rocha, é de que serão anunciadas ferramentas de comercialização, como contratos de opções, Aquisição do Governo Federal (AGF) e Prêmio de Escoamento de Produto (PEP).
– Existe a tendência de que o ministro Mendes Ribeiro fale sobre volumes e valores para mecanismos de vendas. Mas seria uma boa surpresa se houvesse outras respostas – explica Rocha.
O objetivo do setor é conseguir o apoio federal para escoar a produção estocada. Caso o anúncio do governo não corresponda às expectativas, Rocha pretende aproveitar a passagem por Brasília, e o encontro com o ministro, para reforçar a necessidade de outras medidas.
Estão em pauta o parcelamento das dívidas agrícolas e o incentivo financeiro a uma campanha nacional de divulgação do arroz. De acordo com Rocha, essas são medidas esperadas desde o ano passado.

Fonte: Zero Hora lara.ely@zerohora.com.br LARA ELY | ESPECIAL

Um comentário em “Arrozeiro espera revisão de dívida

  1. No meu entender estamos retrocedendo ao tempo com a lucratividade e tecnologia no setor arrozeiro em função do plano Collor, quando do ultimo mês da inflação galopante tivemos uma cifra inflacionária de 84%/mês e da mesma, foram repassados ao preço minimo apenas 50%. Vejo isso como ponto negativo e penso que faz parte dos 20 ano de decadência do lucro do setor. Só isto justificaria o pleito do parcelamento sem contar com o descasamento do preço do produto e do custo para produzi-lo, escassez de armazenamento e financiamentos carentes, onde muitas vezes recorre-se empréstimos nas indústrias. Estes nos vinculando as situações desfavoráveis e tantos outros pontos comprometedores. Pela atitude do citado plano que comprometeu nossas atividades, a partir de então, merecíamos um ressarcimento do que foi perdido ou nosso atendimento do parcelamento.

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