Arroz é destaque entre alimentos

Um setor que claramente passou por menos instabilidade durante a pandemia foi o de alimentos (apesar de muitos restaurantes e bares terem que interromper as suas atividades em diversas ocasiões, o consumo doméstico fez com que as empresas que atuam nessa área não sofressem tanto).

Dentro desse universo, o arroz veriicou um desempenho excepcional. Segundo informações da Secretaria Estadual da Fazenda, no acumulado entre 16 de março de 2020 e 28 de fevereiro deste ano, as vendas do cereal registraram uma elevação de 37%.

O presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), Alexandre Velho, destaca que o arroz faz parte da cesta básica e, mesmo com uma elevação no patamar dos seus preços, continua sendo um produto acessível para os consumidores.

"Uma família de quatro pessoas não gasta mais do que R$ 25,00 a R$ 30,00, por mês, comendo arroz todos os dias", calcula o dirigente.

Velho comenta que o incremento de demanda no Brasil, somado a um dólar valorizado, que facilitou as exportações, e a diminuição da área plantada, provocou o aquecimento dos preços do produto. Para 2021, o presidente da Federarroz espera a manutenção dos preços do cereal, apesar de admitir a preocupação quanto à pressão nos custos de produção devido à menor disponibilidade de matérias-primas para os fertilizantes.

Além do arroz, as vendas das carnes de frango e suína também tiveram bom desempenho durante a pandemia. O presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, reforça que as empresas que atuam nesse campo foram consideradas de atividades essenciais. "Nós tivemos a responsabilidade de produzir comida para as pessoas", enfatiza o dirigente.

Ele ressalta ainda que o segmento lida com a criação de animais, que hoje contabiliza cerca de 1 bilhão de frangos e algo em torno de 40 milhões de suínos. "Esse ativo que está aí não pode parar", argumenta.

No caso do frango, no mercado interno, Santin informa que houve um aumento na oferta no ano passado, em volume, entre 6% a 7%, e as exportações tiveram um incremento de 0,4%. Já os suínos veriicaram uma elevação de produção de 0,5% no mercado nacional e alta de 36% nas vendas externas. O presidente da ABPA resume em uma frase o principal fator que fez com que o setor não fosse tão impactado pela pandemia: "todo mundo tem que comer". (Jeferson Klein)

Fonte: Jornal do Comércio

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