Após suspensão da venda de lotes de leite no Paraná, BRF pede contraprova

A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná suspendeu a venda de dois lotes do leite UHT "desnatado, rico em cálcio", da marca Batavo, produzido pela BRF. Segundo a agência de notícias do governo do Paraná, "a medida foi tomada após análises laboratoriais comprovarem a presença da substância formaldeído (formol) em quatro unidades dos lotes TT/04/DP e TT/04/ER". A BRF informou que pediu a realização de novos testes dos lotes de leite como contraprova.

De acordo com o governo paranaense, os dois lotes foram fabricados no Rio Grande do Sul em 28 de fevereiro de 2013 e têm validade até o dia 28 de junho deste ano. As amostras foram coletadas em Curitiba nos dias 27 de maio e 20 de junho pela Vigilância Sanitária Municipal e analisadas pelo Laboratório Central do Estado (Lacen).

O governo do Paraná informou que a presença de formol nas quatro unidades foi constatada por meio de seu programa de monitoramento da qualidade do leite, que desde maio coletou e analisou 31 amostras de 10 marcas de longa vida. Acrescentou que outras 29 amostras já estão em análise no Lacen.

De acordo com informações do governo, a adulteração do leite com formol ocorre através da utilização de ureia, que contém a substância. A ureia "pode mascarar a adição de água ao produto, o que aumenta o volume do leite", diz a agência oficial de notícias.

A BRF pediu ao Lacen novos testes dos lotes de leite como contraprova. Segundo o vice-presidente de assuntos corporativos da empresa Wilson Mello, depois de ter sido notificada, a BRF fez três testes, com diferentes metodologias, nos mesmos lotes de leite e os resultados foram negativos para a presença de formol e ureia. Além disso, o executivo afirmou que a BRF faz testes para detecção dessas substâncias em todo o leite cru que chega a suas unidades de processamento. Se as substâncias forem encontradas, o leite cru é descartado.

Em maio, a operação Leite Compen$ado descobriu um esquema de adulteração de leite cru com água e ureia no Rio Grande do Sul, envolvendo transportadores da matéria-prima. O caso está sendo investigado pelo Ministério Público do Estado.

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Fonte: Valor | Por Alda do Amaral Rocha | De São Paulo

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