Após seca, bancos reforçam recursos para a safra de inverno no Rio Grande do Sul

Valor à disposição dos produtores é de R$ 640 milhões, 16% a mais que em 2011

Sirli Freitas

Foto: Sirli Freitas / Agencia RBS

Projeções apontam aumento na área cultivada com trigo

As projeções de aumento da área cultivada com trigo no Rio Grande do Sul na busca do produtor de recuperar parte da renda perdida com a soja e o milho faz os bancos elevarem os recursos destinados à safra de inverno. Banco do Brasil (BB),Banrisul e Sicredi, trio que lidera o financiamento agrícola no Estado, prometem oferecer este ano R$ 640 milhões, acréscimo de 16% sobre 2011.
Apenas o BB, dono da maior carteira, vai oferecer R$ 300 milhões para o custeio, alta de 13% . Deste total, cerca de 90% devem ser destinados ao trigo e o restante divididos entre canola, aveia e cevada.
— Pela frustração da safra de verão, o produtor vai investir um pouco mais nas culturas de inverno — diz o superintendente estadual do BB, José Carlos Reis da Silva.

Com crescimento mais acelerado, o Banrisul projeta contratar R$ 90 milhões, avanço de 60% sobre o ciclo anterior. O Sicredi calcula chegar a R$ 250 milhões, ante R$ 231 milhões financiados ano passado. O gerente de desenvolvimento da central Sicredi Sul, Gerson Kunkel, explica que há procura de crédito por produtores que querem começar a plantar culturas de inverno, ampliar lavouras existentes e investir mais em tecnologia.
Estimativa da Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado indica que em 2012 a área plantada no Rio Grande do Sul crescerá 15%, chegando a um milhão de hectares.
O presidente da comissão do trigo da Federação da Agricultura do Estado (Farsul), Hamilton Jardim, diz que os produtores estão ansiosos para conhecer a política para as culturas de inverno que o governo pretende apresentar. Para o dirigente, como o plantio do trigo no inicia em meados de maio, o ideal seria que o anúncio saísse até o final deste mês.
Uma das medidas aguardadas é o aumento do preço mínimo, hoje em R$ 477 a tonelada trigo pão, tipo 1. O setor espera pelo menos a recomposição dos 10% reduzidos há dois anos.

Fonte: Ruralbr | Caio Cigana | ZERO HORA

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