CAMPO E LAVOURA | Após ano de estiagem, safra de verão no RS deve crescer cerca de 40% em 2021

De acordo com a primeira estimativa da Emater, o Estado colherá 32,5 milhões de toneladas de soja, milho, arroz e feijão no período. Caso o clima não volte a prejudicar a produção e as projeções se confirmem, o próximo ciclo tende a gerar a segunda maior safra da história do Estado.

Produção recorde de grãos no Brasil

A safra brasileira de grãos 2019/20 deve registrar recorde de 257,8 milhões de toneladas, alta de 4,5%, ou 11 milhões de toneladas, em comparação com o período anterior. Os números fazem parte do 12º e último levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), sobre essa safra, divulgado ontem.

Conforme comunicado da estatal, o recorde deve-se ao aumento de 4,2% na área plantada, aliado ao ganho de 0,3% na produtividade. Ainda faltam os resultados das culturas de inverno, principalmente o trigo, que passam por etapas que vão da fase vegetativa à finalização de colheita. Também devem ser incluídas nesta consolidação as culturas da região de Sealba (Sergipe, Alagoas e nordeste da Bahia), destaca a Conab.

A soja, principal cultura agrícola do país, deve alcançar recorde de 124,8 milhões de toneladas, posicionando o Brasil como maior produtor mundial, à frente dos Estados Unidos. A oleaginosa apresenta ganho de 4,3% ante a safra anterior.

Também o milho total caminha para situação semelhante, atingindo cerca de 102 milhões de toneladas, dependendo ainda das lavouras cultivadas na região de Sealba, além de Pernambuco e Roraima.

Outra cultura que encerra a safra 2019/20 com destaque é o algodão em pluma, que está para alcançar a marca recorde de 2,93 milhões de toneladas, com avanço de 4,2% acima do período anterior. "O dado positivo se deve aos investimentos feitos nessas lavouras e ao clima", além de cotações favoráveis, aponta a Conab.

Para o arroz fica o registro produtivo de 11,2 milhões de toneladas e crescimento de 6,7% em relação à última safra. Com colheita praticamente finalizada, 10,3 milhões de toneladas estão em áreas de cultivo irrigado e cerca de 900 mil toneladas em plantio de sequeiro.

Com referência à oferta e demanda de arroz, salienta a estatal, mesmo com a provável intensificação das importações nos próximos meses, a balança comercial deve ser superavitária, em torno de 400 mil toneladas, diz a Conab. Para o consumo, a estatal projeta expansão de 5,1%, puxado pelas refeições mais frequentes dentro de casa neste período de pandemia.

Fonte: Zero Hora

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