Aprosoja defende novo sistema

Com a previsão de liberação do comércio de sementes de soja com a tecnologia Intacta RR2 PRO no Brasil, até dezembro, produtores se articulam para novo round da briga em torno do pagamento de royalties à Monsanto. A Aprosoja/RS acredita que a cobrança prevista de 7,5% na moeda é abusiva. O presidente da associação, Ireneu Orth, não discorda do pagamento, mas defende a taxação somente na venda da semente. Ele apresentou na Comissão de Agricultura do Senado a proposta de criação de um fundo nacional destinado à pesquisa e desenvolvimento tecnológico que seria abastecido por 0,5% do valor obtido na venda da oleaginosa. A partir disso, seria destinado percentual a empresas detentoras de biotecnologia, sementeiras e à Aprosoja. Para ilustrar o impacto do pagamento dos royalties, ele exemplifica: se 80% das lavouras fossem semeadas com a Intacta, considerando 24 milhões de hectares no país, a produtividade de 51,31 sacas por hectare e o preço de R$ 40,00 por saca, a Monsanto obteria R$ 3 bilhões. "Se eles investem R$ 300 milhões para desenvolver cada nova tecnologia, ganhariam 10 vezes isso."
Diretor de gerenciamento de produto da Monsanto, Márcio Santos rebate. Diz que produtor tem a opção de utilizar ou não a tecnologia. E aponta os principais benefícios da Intacta: potencial aumento de produtividade, proteção contra as quatro principais lagartas que atacam a cultura e tolerância ao glifosato. Esses benefícios, segundo Santos, conforme teste em 500 propriedades no país, gerariam um aumento de produtividade de 6,59 sacas por hectare, com ganho médio de R$ 346,91 por hectare. Quando a Intacta entrar no mercado, o produtor pode pagar o royaltie de R$ 115 por hectare ou os 7,5% sobre a produção. "Se o hectare rende 50 sacas e o produtor vende a R$ 40 a saca, obtem R$ 2 mil por hectare, vezes os 7,5%, dá R$ 150 por hectare. Somos a única empresa que oferece ao produtor a opção de que forma ele vai pagar o royaltie", finaliza.

Fonte: Correio do Povo

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