"Approach" feminino

Após um longo processo de seleção que durou cinco meses, a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) anunciou ontem a sucessora de Marcos Jank na presidência da entidade. A economista Elizabeth Farina herdará o desafio de mediar os interesses heterogêneos da entidade, que há alguns anos não tem como associadas apenas usinas de cana, mas tradings e companhias de petróleo. No entanto, seu desafio mais urgente será o de resgatar a desgastada relação do segmento sucroalcooleiro com o governo da presidente Dilma Rousseff. No quesito traquejo político, Elizabeth traz na bagagem a presidência do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), órgão ligado ao Ministério da Justiça, cargo que exerceu entre 2004 e 2008. A expectativa do segmento é que a nova presidente consiga restabelecer uma relação de confiança com o governo. Nesse sentido, Elizabeth deve contar com a ajuda do ex-ministro da Casa Civil de Fernando Henrique Cardoso, Pedro Parente, que assumiu no começo deste ano a presidência do conselho deliberativo da entidade. Mas, dada as limitações de agenda, Parente, presidente da Bunge no Brasil, consegue dedicar pouco tempo à função. Assim, diferentemente do anunciado, a função de presidente da Unica terá atribuições políticas, razão pela qual a entidade demorou tanto para escolher o sucessor de Jank. O bastão mudará de mãos oficialmente em 1 º de dezembro.

Leo Pinheiro/Valor

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