Apoio para ampliação de infraestrutura

Uma das formas de apoio aos suinocultores locais, de acordo com a Coordenadoria de Agricultura de Santo Cristo, é com a oferta de máquinas e trabalhadores para a construção de pocilgas, por exemplo, e obras de melhoria da estrutura produtiva nas propriedades. De acordo com o engenheiro-agrônomo da coordenadoria, Adriano Weber, cada produtor pode, por lei, solicitar o uso de 80 horas de serviços a cada quatro anos.

“Normalmente, ele utiliza esse tempo inteiro em uma única obra, dentro do programa Invista Mais em Santo Cristo. São serviços de máquinas para implantação de novas estruturas dentro das propriedades.

Outra demanda, nos últimos anos, é por licenciamento ambiental, que é feito, nos menores criadores, pela própria prefeitura no limite até 1,5 mil animais”, explica Weber.

O que destaca a cidade no cenário estadual da suinocultura é que Santo Cristo é um grande fornecedor de leitões para serem terminados por criadores de outros municípios.

Em números de abates, de acordo com dados da Associação dos Criadores de Suínos do Estado (Acsurs), a campeã em volume é Rodeio Bonito. Em números absolutos, contudo, o rebanho de Rodeio Bonito, na região do Alto Uruguai, é o quinto maior (com 84,8 mil animais em 2018, de acordo com o IBGE), atrás de Santo Cristo, Três Passos, Frederico Westphalen e Santa Rosa.

“Temos muitas unidades produtoras de leitões, criados aqui e terminados em outros municípios.

Santo Cristo tem 18 propriedades que criam matrizes. São 22 mil matrizes de leitões. Cada matriz produz em torno de 12 suínos por gestação”, quantiica Weber.

Depois de nascidos, os leitões ainda permanecem no município até certa idade em creches localizadas em cinco propriedades, com cerca de 10 mil animais. Na terminação, são mais 55 propriedades, que podem abrigar 44 mil suínos.

Nas UPLs onde têm as matrizes, somando aos leitões, se chega a 76 mil animais abrigados, calcula o engenheiro- agrônomo.

Na cidade, explica Weber, 87 famílias têm suas atividades dedicadas totalmente à suinocultura de grande porte, além dos muitos agricultores integrados e que abastecem frigoríicos da região. É de Santo Cristo que sai boa parte dos animais para o frigoríico Alibem, em Santa Rosa, explica Weber. Isso sem falar da produção familiar de pequeno porte. “De acordo com o Censo do IBGE de 2017, tínhamos 1.226 propriedades com suínos na cidade, das quais 877 com um a cinco suínos, para subsistência, principalmente”, explica o engenheiro- agrônomo.

“Em 2019, a atividade certamente rendeu mais. Isso se percebe até nas rodas de conversa. Principalmente quem trabalha com terminação de animais para abate recebeu mais e teve um bom ano, o que apareceu também no comércio da cidade”, assegura Weber.

Fonte: Jornal do Comércio