Apoio brasileiro também aumenta

 

Os subsídios que o Brasil fornece para o setor agrícola aumentaram 44,2% de 2013 para 2014, de US$ 6,1 bilhões para US$ 8,8 bilhões. Mas esse patamar representa apenas 0,4% do PIB agrícola do país e está entre os mais baixos do mundo – mas, mesmo assim, o crescimento tem chamado a atenção de parceiros comerciais. A ajuda aos agricultores brasileiro aumentou 26% ao ano, em média, do intervalo 1995-1997 para o período 2013-2014, de acordo com dados apresentados ontem pela OCDE. Segundo a entidade, nada menos de 66% dos subsídios foram para minimizar custos de insumos como fertilizantes, mas financiamentos mais baratos para investimentos agrícolas também tiveram destaque. A OCDE recomenda cortar ou reduzir essa ajuda supostamente oferecida para compensar os custos com insumos, e também sugere cautela na concessão de crédito subsidiado. No geral, o nível de apoio aos agricultores nos países ricos e nos emergentes está convergindo: enquanto os subsídios aumentam nos emergentes, tem caído nos países desenvolvidos. Os 49 países que fazem parte do relatório da OCDE transferiram US$ 601 bilhões para seus agricultores no ano passado, e US$ 135 bilhões como ajudas em serviços gerais ao setor. Cerca de 67% da ajuda é diretamente vinculada a preços, produção ou uso de insumos sem limites.

Fonte: Valor | Por Assis Moreira | De Genebra

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