Apesar de uma forte queda no 4º tri, lucro da ADM aumentou 13,5% em 2018

Em meio aos reflexos das disputas comerciais entre Washington e Pequim sobre as exportações de soja dos EUA e à baixa rentabilidade do negócio de adoçantes, a americana ADM viu seu lucro desabar no quarto trimestre. Com ações listadas na bolsa de Nova York, a empresa é uma das maiores tradings agrícolas do mundo e tem forte presença no Brasil, sobretudo no mercado de grãos.

Segundo a ADM, seu resultado líquido alcançou US$ 315 milhões entre outubro de dezembro, uma queda de 60% na comparação com os US$ 788 milhões reportados no mesmo período do ano anterior. Nessa mesma base de comparação, a receita da companhia com vendas registrou pequena queda de 0,7%, para US$ 15,9 bilhões.

O desempenho ficou abaixo do esperado. Analistas consultados pelo jornal "The Wall Street Journal" estimavam que a multinacional reportaria um lucro por ação ajustado de US$ 0,93, mas o resultado ficou em US$ 0,88.

O lucro operacional dos negócios de originação – a área de trading, basicamente – registrou queda de 30% no quarto trimestre, para R$ 183 milhões. A receita com vendas na área de originação caiu 8,3%, para US$ 6,4 bilhões.

No negócio de "soluções de carboidrato", que inclui os adoçantes, houve lucro de US$ 197 milhões, queda de 31%. A receita dessa área totalizou US$ 2,5 bilhões, uma redução de 10,1%.

Em todo o ano passado, e apesar do quarto trimestre, a ADM teve lucro líquido de US$ 1,8 bilhão, 13,5% maior que o de 2017 (US$ 1,6 bilhão). Já as vendas da múlti aumentaram 5,7%, para US$ 64,3 bilhões.

O resultado da ADM em 2018 foi impulsionado pela rentabilidade do processamento de soja. No ano passado, o lucro operacional da área de oleaginosas (que inclui o processamento) alcançou US$ 1,4 bilhão, aumento de quase 80% ante os US$ 852 milhões reportados em 2017.

Também na área de originação o desempenho anual foi positivo. Em 2018, a ADM teve um lucro operacional de US$ 546 milhões nessa frente, um avanço de 35% na comparação com os R$ 404 milhões no ano anterior. Com isso, as áreas de originação e oleaginosas ajudaram a compensar o menor lucro da área de adoçantes. No período, a área de "soluções de carboidrato" registrou um lucro operacional de US$ 945 milhões, queda de 12% ante o total de US$ 1 bilhão de 2017.

valor.com.br

Ver matéria sobre os resultados da americana AGCO em 2018 em www.valor.com.br/u/6105089

Por Luiz Henrique Mendes | De São Paulo

Fonte : Valor

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *