Aparente descaso com o programa preocupa setor sucroenergético

Claudio Belli/Valor

Elizabeth Farina: "Vamos cobrar que o RenovaBio se torne política de Estado"

Preocupado com a aparente falta de compromissos da maior parte dos candidatos ao Planalto com o RenovaBio, o segmento sucroenergético vai cobrar do presidente eleito, em outubro, que dê prosseguimento à regulamentação do programa. Algumas usinas temem que o tema caia no esquecimento ou seja ignorado pelo próximo governo.

A presidente da União da Indústrias de Cana-de-Açúcar (Unica), Elizabeth Farina, lembra que, apesar de o RenovaBio constar de uma lei sancionada pelo presidente Michel Temer e o atual governo já ter editado normas regulamentando as metas de redução das emissões de gases estufa, ainda falta definir a distribuição dessas metas por distribuidora. "A gente não quer confiar na sorte, até mesmo porque a agenda dos candidatos pode ser mais ou menos convergente com o programa. Então vamos cobrar que o próximo presidente torne o RenovaBio uma política de Estado", disse Farina ao Valor.

Duas semanas atrás, em sabatina com os principais candidatos à Presidência promovida pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), na capital federal, apenas Marina Silva (Rede) mencionou o RenovaBio em seu discurso (ver Maior parte dos candidatos à Presidência ignora RenovaBio). Os outros três presidenciáveis que compareceram ao evento — Álvaro Dias (Podemos), Geraldo Alckmin (PSDB) e Henrique Meirelles (MDB) — não fizeram menção ao programa ou a políticas voltadas para os biocombustíveis.

Por Cristiano Zaia | De Brasília

Fonte : Valor