“Ação do homem não muda o clima”, diz o climatologista Molion


Mesmo conhecendo opiniões e trabalhos do climatologista Luiz Carlos Molion, também professor da Universidade Federal de Alagoas e que estuda o clima do planeta há 40 anos, acompanhei com atenção e interesse profissional os seus argumentos acerca doaquecimento global apresentados no Canal Livre no último domingo. Segundo ele, simplesmente não existe aquecimento global, e o homem e suas emissões de CO2 na atmosfera são incapazes de causar o fenômeno. Por meio de gráficos, Molion mostrou que as emissões de CO2 aumentaram devido aos fluxos naturais dos oceanos, aos efeitos do sol, de vulcões, entre outros agentes causadores naturais, que somam cerca de 200 bilhões de emissões ao ano. Já o homem é responsável por 6 bilhões de emissões ao ano. “A ação do homem não muda nada no clima”, ressalta. Eu complemento: nesse contexto o pum e o arroto do boi, condenados por antecipação, têm alguma significância?

Segundo o professor, houve aumento na concentração de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera nas últimas décadas, “mas a temperatura na Terra não tem subido conforme alardeiam os catastrofistas de plantão.” Para Molion e outros climatologistas, a Terra passou por um breve período de aquecimento entre o final da 2ª Grande Guerra e 1998. De lá para cá, informa o cientista, o planeta vem resfriando lenta, mas continuamente.

Ele vai além ao dizer que o planeta está entrando numa nova era glacial. Entende que há uma “propagação catastrófica” sobre o aquecimento global engendrada pelos países ricos para frear o desenvolvimento dos emergentes.

Para Luiz Carlos Molion, a própria Rio + 20 discutiu muito pouco a emissão de CO2 porque está se compreendendo que ele não é o vilão do aquecimento global.

Fonte: Globo Rural

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