ANVISA PRORROGA ADEQUAÇÃO DO TRIGO

Limites máximos para micotoxina DON serão cobrados somente em 2017

A Anvisa prorrogou até 1 de janeiro de 2017 o prazo para adequação aos limites máximos tolerados (LMTs) para micotoxina desoxinivalenol (DON) no trigo e outros grãos. A decisão atende a pedido da Câmara Setorial das Culturas de Inverno, que, em outubro, solicitou maior prazo. Dessa forma, o setor terá mais tempo para rediscutir os níveis a serem implementados no país, de acordo com as especificidades da produção nacional. A nova resolução (59/2013), publicada no Diário Oficial da União em 30 de dezembro de 2013, altera a anterior (7/2011), que estabelecia prazo até 1 de janeiro de 2014 para entrada em vigor dos novos parâmetros. Portanto, ficam valendo os LMTs desde janeiro de 2011.

O setor comemorou a medida. ‘Até lá, dá fôlego para pensar em uma forma de encaminhar um limite que seja adequado para a realidade do trigo brasileiro’, explica o superintendente da Fecoagro, Tarcísio Minetto. Para o presidente da Comissão de Trigo da Farsul, Hamilton Jardim, o governo foi sensível às ponderações do setor ao flexibilizar as regras. A construção conjunta de parâmetros a serem sugeridos entrará na pauta da próxima reunião da Câmara Setorial das Culturas de Inverno, que deve ocorrer em fevereiro.

Para obter um panorama da realidade da cultura e da qualidade do trigo produzido em cada região, a Câmara determinou a realização de quatro estudos. O primeiro deles será a partir de monitoramento da ocorrência da micotoxina DON na safra de trigo nacional. A ideia é iniciar o acompanhamento já no ciclo 2014/2015. Também será elaborada pesquisa sobre o consumo de trigo, outra sobre o processamento do grão e a presença da micotoxina, e mais uma que fará a comparação com os parâmetros e as técnicas de outros países. A ocorrência de micotoxina desoxinivalenol depende das condições climáticas de cada safra e da ocorrência de giberela, fungo que ataca o trigo.

De acordo com a pesquisadora Casiane Tibola, da Embrapa Trigo, como metodologia poderão ser utilizados kits rápidos para detecção de DON, hoje empregados pelos moinhos, porém pouco populares nas cooperativas. Outra alternativa é o método de referência, no qual a amostra coletada é enviada a laboratórios.

Fonte: Correio do Povo

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