Análise busca razões para surgimento de enxame gigante de abelhas em Caçapava do Sul

Coordenador do Laboratório de Apicultura da Faculdade de Agronomia da UFRGS esteve em propriedade rural onde fenômeno foi registrado e coletou amostras 

Aldo Machado dos Santos / Arquivo pessoalTodas as hipóteses serão apuradas pelos especialistas, que verificarão doenças e eventuais resíduos de produtos nos insetosAldo Machado dos Santos / Arquivo pessoal

Exames de laboratório devem ajudar a desvendar as causas do aparecimento de enxame gigante em propriedade do Caçapava do Sul, na Campanha. Amostras foram coletadas para análise do Laboratório de Apicultura da Faculdade de Agronomia da UFRGS na segunda-feira (8). O coordenador, professor Aroni Satler, esteve no local, acompanhado de Aldo Machado dos Santos, da Câmara Setorial de Apicultura da Secretaria da Agricultura e da instrutora do Serviço de Aprendizagem Rural (Senar-RS), Maristela Kruger.

– A ideia é não descartar nenhuma hipótese e acompanhar se continuarão vindo ou não enxames. Por enquanto, não dá para tirar nenhuma conclusão, vamos testar todas as possibilidades – explica Satler.

Entre os pontos que serão verificados está a presença ou não de algum tipo de doença e de eventuais resíduos de produtos químicos. Com a chuva, não houve registro da chegada de mais insetos.

Os animais que apareceram no primeiro enxame foram colocados em caixas de apicultura pelo produtor. 

– Naquela primeira árvore não há mais abelha. As que estão lá agora são de um segundo enxame que chegou. Menor do que o primeiro, mas igualmente anormal – completa o professor da UFRGS.

Santos diz que chama atenção, no caso das abelhas colocadas nas caixas, que as rainhas fecundadas não estão botando ovos.

– Daqui para frente é que surgirão as perguntas e as respostas – completa.

O enxame de proporções fora do normal foi detectado na semana passada. No final de semana, mais abelhas chegaram ao local.

Fonte: Zero Hora

08/01/2019 – 12h19minAtualizada em 08/01/2019 – 12h19min

GISELE LOEBLEIN