AMOSTRAS COMPROVAM EXCESSO DE AGROTÓXICO NO PAÍS

Desrespeito a recomendações sobre o uso de químicos e ao período entre aplicação e colheita, uma legislação de 1934 e a falta de rastreabilidade nas cadeias produtivas estão entre os motivos para os altos índices de contaminação de produtos vegetais no país. O quadro impede a imposição de penalidades a produtores que descumprem a lei. O Plano Nacional de Controle de Resíduos e Contaminantes na safra 2011/2012 aponta o pêssego e o pimentão com os piores índices de conformidade (inferiores a 40%). A fruta liderou o ranking nacional, com 85,72% das amostras reprovadas. No Estado, um dos principais produtores de pêssego, cinco das sete coletas apresentaram resíduos de agrotóxicos ou contaminantes acima do permitido por lei.

Para o diretor técnico da Emater, Gervásio Paulus, a proibição do inseticida de princípio ativo dimetoato – usado no combate à mosca-das-frutas – pode ter colaborado. ‘Ou por ainda ter estoque ou por não ter encontrado substituto, alguns agricultores podem ter acabado usando, apesar de Embrapa e Emater terem feito monitoramento.’ Além disso, Paulus criticou o baixo número de amostras no Estado. De acordo com o superintendente do Ministério da Agricultura (Mapa), Francisco Signor, o ministério deve definir um plano de ação com base nestes dados para conscientizar produtores e comerciantes. ‘É preciso que haja uma maior orientação técnica para evitar que isso aconteça.’

Fonte: Correio do Povo

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