Amêndoa tem forte queda em NY

As cotações do cacau registraram forte queda ontem na bolsa de Nova York. O movimento refletiu especulações de que a Costa do Marfim, que lidera a produção da amêndoa, teria embarcado 1,965 milhão de toneladas no ciclo 2017/18, encerrado em setembro. Segundo informações do Commerzbank, divulgadas em relatório, se esse volume for confirmado as exportações terão sido só 2,5% menores que as registradas no ciclo anterior, quando houve recorde.

Em Gana, país vizinho à Costa do Marfim e o segundo maior produtor mundial, a colheita em 2017/18 é de 899 mil toneladas, 7% abaixo da do ciclo passado. O relatório do banco destaca ainda que as perspectivas para a produção em 2018/19 são boas nos dois países.

Em Nova York, os contratos com vencimento em março terminaram o dia a US$ 2,155 a tonelada, baixa de US$ 53 em relação à véspera. Na semana, a amêndoa acumula queda de 1,28%, mas no mês a alta ainda é de 3,51% e no ano chega a 13,84%.

Análise do Zaner Group, contudo, lembra que no oeste africano a temporada de tempo seco começará em algumas semanas e deverá durar até o primeiro trimestre de 2019, o que poderá gerar efeitos negativos sobre as lavouras se o El Niño começar no fim deste ano.

Para a consultoria da INTL FCStone, os fundamentos para a amêndoa neste quarto trimestre permanecem altistas. Especialmente considerando a maior demanda de chocolate no Hemisfério Norte devido às datas comemorativas e a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) de economias avançadas, como prevê o Fundo Monetário Internacional (FMI).

Por Kauanna Navarro | De São Paulo

Fonte : Valor

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *