Amaggi nomeia novo presidente

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Carvalho: de office-boy à presidente da maior trading nacional de grãos

A Amaggi, companhia brasileira de agronegócio pertencente à família do ministro da Agricultura, Blairo Maggi, anunciou na sexta-feira uma reestruturação executiva. Em comunicado, informou que Judiney Carvalho será seu novo presidente. Ele substituirá Waldemir Ival Loto, que passará a ocupar uma cadeira no conselho de administração da companhia.

Natural de Poxoréo (MT), Carvalho, 44, é advogado e ingressou como office-boy na Amaggi 29 anos atrás. Atualmente é diretor-geral da Amaggi Commodities – a divisão considerada mais estratégica do grupo -, mas já havia ocupado também o cargo de diretor administrativo financeiro, entre outras funções.

O processo de sucessão prevê um período de transição de um ano, durante o qual Carvalho atuará como vice-presidente da Amaggi (um posto temporário e criado apenas para a transição), até assumir definitivamente a presidência em janeiro de 2018.

Para o lugar de Carvalho na direção-geral da Amaggi Commodities foi escolhido o atual diretor de vendas, Gunnar Nebelung.

A reestruturação da cúpula da Amaggi foi anunciada aos funcionários pelo presidente do conselho de administração, Pedro Jacyr Bongiolo, durante a festa de confraternização de fim de ano da Amaggi, na tarde de sexta-feira. "Fazemos questão de iniciar uma transição tranquila e transparente, para que continuemos crescendo de forma sustentável, com respeito às comunidades, ao ambiente e a nossos stakeholders", disse ele, em nota.

Não é a primeira mudança no ano. Recentemente, a Amaggi criou uma nova diretoria exclusiva para a área de logística, comandada por Sérgio Luiz Pizzatto, em um desmembramento da divisão de Navegação do grupo.

A nova estrutura reflete o posicionamento da companhia no "Arco Norte", onde a Amaggi já detém terminais de transbordo de carga, frota fluvial e portos, além de armazéns para grãos.

Em julho, a Amaggi anunciou ao mercado a aquisição, por US$ 145 milhões, da fatia de 50% que ainda não tinha no Terfron, complexo portuário da Bunge no Pará, tornando-se dona integral de um negócio que envolve um terminal de transbordo estrategicamente localizado no rio Tapajós, destinado ao escoamento de soja e milho.

A Amaggi também está no consórcio de tradings agrícolas que defende a construção da Ferrogrão, entre Sinop (MT) e Miritituba (PA), para escoar grãos.

Com a expansão operacional em curso e o bom desempenho financeiro, a Amaggi tem se consolidado como um grupo de fôlego no agronegócio brasileiro. Ao contrário de muitos concorrentes, a companhia sediada em Cuiabá cresceu em 2015. Registrou receita operacional líquida de R$ 12,7 bilhões, alta de 40% sobre 2014, e lucro líquido de R$ 773 milhões, o dobro do resultado do exercício anterior.

Por Bettina Barros | De São Paulo

Fonte : Valor

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