Alternativa para o cultivo do milho é tema de debate

"Produção e produtividade de milho" foi o tema debatido virtualmente pelo segundo Seminário do Pró-Milho, uma promoção da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr) e a Emater/RS-Ascar.

O presidente da Emater/RS, Geraldo Sandri, abriu o evento, que contou com cerca de 600 pessoas, entre produtores rurais e representantes de órgãos públicos, setores produtivo e industrial, instituições de pesquisa e assistência técnica. Participação especial da Associação dos Produtores de Milho do Rio Grande do Sul, do Sindicato da Indústria de Produtos Suínos no Estado do RS e da Associação das Empresas Cerealistas do Estado do RS.

O diretor de Política Agrícola e Desenvolvimento Rural da Sea-pdr e coordenador do Programa Estadual de Produção e Qualidade do Milho, Ivan Bonetti, afirmou que, no Estado, o setor de proteína animal, aves, suínos e bovinos consome anualmente cerca de 6,4 milhões de toneladas de milho como ração para os animais.

"Grande parte é trazida do centro-oeste do País, chegando a um preço bem elevado, devido ao custo com o transporte até as indústrias gaúchas", contextuali-zou. Segundo ele, na última safra, a cultura do milho teve uma redução de 31% na sua produção estadual, ficando em apenas 4,2 milhões de toneladas produzidas. "O que significa que, logo, o setor de proteína animal terá que importar mais de 2,2 milhões de toneladas de outros estados".

Conforme Bonetti, somado à estiagem que reduziu a disponibilidade de milho no Estado, tem-se a expectativa da evolução do status sanitário para "livre de aftosa sem vacinação", o que possibilitará a abertura de novos parceiros comerciais para o setor de proteína animal.

Fonte: Jornal do Comércio