Alta na exportação brasileira de tabaco pode chegar a 6% em 2012, diz SindiTabaco

Produtividade alta e qualidade de safra são apontadas pela entidade como responsáveis pelo aumento

Daniela Azeredo | Vera Cruz (RS)

Cláudia Baartsch

Foto: Cláudia Baartsch / Agência RBS

Exportação pode alcançar a marca recorde de crescimento ainda em 2012

A exportação de tabaco pode alcançar números recordes em 2012, chegando a 6% de aumento. Os dados levantados pelo Sindicato da Indústria do Tabaco (SindiTabaco) refletem a qualidade da safra até o mês de setembro.
Preocupados com o clima, os produtores anteciparam o plantio em 2012. Na região Sul, principal produtora, a área chegou a 328 mil hectares. A expectativa é de colheita de toda a área até dezembro. Muitas famílias apostam no tabaco como garantia de aumento da renda. Este é o caso de Carlos Hoff e Janete da Silva, produtores rurais de Vera Cruz, região central do Rio Grande do Sul.
— No ano de 2011 colhemos 1.125 arrobas de tabaco. Este ano, a gente espera colher ainda mais — disse Janete.
Para Iraldo Backes, gerente técnico da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), mesmo com a expectativa de safra cheia, alguns Estados atrasaram o plantio, como Santa Catarina e Paraná, e podem diminuir essa média.
— A expectativa é de safra cheia. No entanto, nós temos outras regiões, como Santa Catarina e Paraná, que atrasaram. Não sabemos ainda, mas ao que tudo indica podemos ter uma safra de boa produtividade e de boa qualidade no país — afirmou Backes.
Na safra 2011/2012, os 327 mil hectares plantados de tabaco nos três Estados do sul totalizaram um volume de mais de 710 mil toneladas produzidas. Para esta safra, a expectativa é de um aumento de 2% a 6% na área, o que deve representar também um crescimento nas exportações. Para o presidente do SindiTabaco, Iro Schünke, a meta é alcançar US$ 3 bilhões em exportações até dezembro.
Mais de 80% da produção brasileira de tabaco é exportada. Em 2011, o tabaco brasileiro chegou a 104 países. Mesmo com a expectativa de bons preços e boa rentabilidade, os produtores estão preocupados com a convenção quadro, um compromisso assumido pelo Brasil com o objetivo de reduzir o consumo de cigarros e outros produtos derivados do fumo.
— Nós estamos muito preocupados com isso, porque o Brasil tem corrido na frente de outros países na adoção de recomendações da convenção quadro. O risco que nós corremos é de transferência da exportação para outros países que não assinaram a convenção quadro, transferindo os empregos que nós temos na indústria aqui no Brasil — completou Iro Schünke.

CANAL RURAL

Fonte: Ruralbr

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