Alta do dólar deverá favorecer regiões Centro-Oeste e Sul, diz BC

A mudança de patamar da taxa de câmbio, com alta de mais de 40% no dólar neste ano, deverá “seguir favorecendo” as regiões onde há “maior representatividade das exportações” na economia, em especial Centro-Oeste e Sul, com “desdobramentos positivos sobre os respectivos mercados de trabalho”, avaliou o Banco Central nesta quinta-feira (5), por meio do boletim regional, divulgado em Brasília.

A disparada do dólar favorece as exportações, uma vez que torna os produtos brasileiros mais baratos no exterior, ao mesmo tempo em que torna as importações mais caras. A alta da moeda norte-americana também torna as viagens ao exterior mais caras, uma vez que encarece a compra de moeda estrangeira e, também, os hotéis no exterior.

Segundo o Banco Central, a economia seguiu recuando no país no início do segundo semestre, refletindo, sobretudo, os desempenhos negativos da indústria, das vendas do comércio e do setor de serviços, "com impactos relevantes sobre o mercado de trabalho".

"As perspectivas de recuperação da atividade econômica dependem fundamentalmente da reversão da confiança de consumidores e empresários nos próximos trimestres, que tende a ser favorecida pelos efeitos das medidas de ajuste macroeconômico encaminhadas", acrescentou a instituição, no boletim regional.

A retração registrada na economia do Brasil reflete, segundo o BC,  em especial os impactos do patamar reduzido da confiança dos agentes econômicos, intensificados pelos efeitos de “eventos não econômicos”.

“Além disso, devem ser considerados os desdobramentos do processo de ajuste econômico no país, que apresenta três componentes – monetário, externo e fiscal – e é essencial para a consolidação de fundamentos que favoreçam a convergência da inflação para a meta [central de 4,5%] no horizonte relevante [até outubro de 2017]. Nesse contexto, as economias regionais repercutiram com intensidades distintas os impactos do atual”, avaliou o BC.

O BC observou que, no trimestre encerrado em agosto, a atividade econômica mostrou retração em todas regiões do país. A região Sul teve queda de 2,8% na atividade e a Norte de 1,5%, influenciadas principalmente pelo desempenho negativo das vendas do comércio e da produção industrial. No Centro-Oeste, a contração foi de 0,6% neste período.


G1

Fonte: Famasul

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