Alta das ações em semana turbulenta

Com mais uma valorização na sexta-feira passada – de 3,03% em relação à véspera -, as ações da JBS encerraram a semana mais turbulenta da história da empresa com alta acumulada de 8,06% na B3, segundo o Valor Data. Os ganhos foram impulsionados pela expectativa de aceleração da profissionalização da gestão da companhia depois da prisão preventiva do CEO Wesley Batista, na quarta-feira.

Em boa medida, essa expectativa foi alimentada pelo BNDES (maior acionista minoritário da JBS), que aumentou a pressão por mudanças "urgentes e definitivas" no comando da empresa. Não foi o que aconteceu, contudo, com a eleição, pelo conselho de administração da companhia, de José Batista Sobrinho para a presidência.

Wesley Batista foi detido na Operação acerto de Contas, segunda fase da Operação Tendão de Aquiles da Polícia Federal – que apura o uso de informações privilegiadas em operações financeiras realizadas antes de virem à tona as delações premiadas de seus executivos, em meados de maio. Também foi decretada a prisão preventiva de Joesley Batista, que já estava encarcerado temporariamente em Brasília por ordem do Supremo Tribunal Federal (STF), acusado de omitir informações em sua delação – vencido o prazo de cinco dias da prisão temporária, Joesley passou a cumprir a prisão preventiva na capital de São Paulo desde sexta-feira.

Com a valorização semanal de 8,06% registrada, as ações da companhia passaram a apresentar ganhos acumulados de 2,08% em setembro. Desde o dia 17 de maio, quando começou a vazar o teor das delações premiada que comprometeram o presidente Michel Temer e centenas de outros políticos, entretanto, a queda é de mais de 10%.

Por Fernando Lopes | De São Paulo

Fonte : Valor

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *