Alstom anuncia fábrica de torres eólicas em Canoas

ANTONIO PAZ/JC

Companhia e governo gaúcho assinaram protocolo de intenção

Companhia e governo gaúcho assinaram protocolo de intenção

A partir do primeiro semestre do próximo ano, a empresa Alstom começará a fabricação e a entrega das primeiras torres eólicas que fará no Rio Grande do Sul. Nessas estruturas são fixados os aerogeradores que geram a energia a partir do vento. O investimento no empreendimento será de cerca de R$ 30 milhões. O presidente da Alstom Brasil, Marcos Costa, explica que a unidade será uma ampliação da instalação industrial que o grupo possui no município de Canoas.
Segundo o executivo, a escolha do Estado para sediar o complexo se deve a fatores como: o potencial eólico do Rio Grande do Sul e dos países vizinhos. Na tarde de ontem, a companhia assinou um protocolo de intenção com o governo gaúcho para a construção da nova fábrica. A empresa negocia com o governo o financiamento para a concretização do projeto.
O empreendimento terá capacidade para a produção de 120 torres por ano. Inicialmente, a meta é a construção de torres metálicas de 90 metros de altura, porém a companhia avalia, futuramente, a realização de estruturas maiores. A operação da unidade deverá criar 90 empregos diretos e 250 indiretos.
Costa lembra que a empresa possui uma fábrica inaugurada no ano passado na Bahia para a produção de aerogeradores. Com as duas unidades, segundo ele, a companhia tem condições de atender, atualmente, ao mercado brasileiro e da América do Sul. O dirigente ressalta ainda que já existe uma encomenda de 35 torres para o parque eólico da Odebrecht Energia, que está sendo construído em Rio Grande. A operação e manutenção dessa usina eólica também serão de responsabilidade da Alstom.
O secretário de Infraestrutura e Logística, Beto Albuquerque, espera que a produção de torres no Estado deixe os projetos eólicos gaúchos mais competitivos. Já o secretário de Desenvolvimento e Promoção do Investimento, Mauro Knijnik, acredita que as demandas feitas para a Alstom também poderão induzir a um maior uso da hidrovia na região.

Fonte: Jornal do Comércio

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