Alimento é tema da abertura do FST

A palestra do diretor-geral da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), José Graziano da Silva, abriu na manhã de ontem – em solenidade no Palácio Piratini -, o Fórum Social Temático 2012 (FST 2012) em Porto Alegre. Na oportunidade, ele destacou a importância da sociedade civil para a segurança alimentar e nutricional.

Graziano ressaltou a relevância de mecanismos globais de segurança de alimentos e combate à fome para garantir quantidade e qualidade adequadas de produtos para todas as populações. "O que podemos fazer é difundir a técnica e concentrar esforços em torno dessas metas", sintetizou.

O diretor-geral da FAO destacou ainda que um dos objetivos do organismo é encontrar formas mais sustentáveis de produzir alimentos. "Devem ter menos defensivos agrícolas e menos uso de água", afirmou. Segundo Graziano, na Ásia, a água se tornou um bem mais valioso do que a terra e isso também deve acontecer no Brasil.

Ao comemorar o fato de estar em Porto Alegre, classificado por Graziano da Silva como um símbolo dos eventos sociais, ele afirmou que "o Rio Grande do Sul abraçou o tema pioneiro do Fórum Social Mundial, de que um novo mundo é possível, há mais de dez anos". Segundo ele, as metas apresentadas na época são as mesmas de agora. "A esperança não se perdeu. Continuamos buscando fazer democracia, justiça social e desenvolvimento sustentável", enfatizou.

Na abertura do evento, o governador Tarso Genro agradeceu a presença do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social e do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional. Ele ressaltou que o Brasil está lutando para diminuir as desigualdades sociais. "Só no Estado, temos 316 mil pessoas que estão na linha da miséria", disse. Para Tarso, o contraste entre ricos e pobres acelera a desigualdade. "Se uns não comem, outros não dormem", disse, ao lembrar que o Brasil conquistou participação na FAO por causa das políticas de combate à miséria.

Após a abertura, Graziano lançou o Ano Internacional do Cooperativismo. Ele destacou que as cooperativas representam 30% da produção da agricultura familiar no mundo.

Fonte : Correio do Povo

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