Alimentação saudável e orgânica para pets

O biscoito saudável leva ingredientes como aveia, linhaça, cascas de frutas, legumes desidratados e carne de fígado de galinha

Há um ano e meio, para melhorar a renda da família, a produtora artesanal de desidratados, Flávia Rodrigues, decidiu iniciar o próprio negócio trabalhando de forma artesanal com a produção de alimentos desidratados, caldos de legumes em pó, temperos e comida pronta.

Ela vive com marido e a filha na região de Visconde de Mauá, no Rio de Janeiro, e teve a ideia do negócio quando, após o desmame, iniciou o período de alimentação da bebê. “Eu queria algo que não precisasse ser produzido todos os dias”, afirma Flávia. Assim, iniciou seu estudo sobre a conservação dos alimentos, o processo de congelamento, sobre os desidratados e tomou gosto pela coisa.

Começou a produzir comidas prontas, em especial os risotos, de temperos e também de frutas e alimentos desidratados. Mas a produção não parou por aí. Como já dominava o método de alimentação para humanos, começou a pesquisar uma forma de alimentação saudável também para seus pets, e descobriu que produzir biscoitos orgânicos feitos com fígado de galinha ou truta (peixe de água doce), grãos, frutas e legumes desidratados, era algo que poderia inovar a produção e agregar ainda mais valor.

“O biscoito é produzido com alimentos vindos da agricultura familiar da região, todos orgânicos e de origem conhecida. É um mix de grãos orgânicos, vegetais, frutas e hortaliças desidratadas e carnes, todos ricos em vitaminas”, explica a produtora.

Do campo para o desidratador

O preparo leva ingredientes orgânicos, como aveia, linhaça e gérmen de trigo, cascas de frutas e legumes desidratados, carnes de fígado de galinha ou truta. Os vegetais usados na receita como cenoura, espinafre, couve, brócolis e almeirão, são desidratados separadamente, para preservar as propriedades de cada elemento, livres de sódio e gordura.

“Todos são misturados e processados até formar uma massa homogênea que é esticada e enformada em moldes com formato de ossinhos”, explica Flávia. Os biscoitos são levados ao desidratador onde ficam em torno de 16 horas em temperatura baixa de 42 graus, o que ajuda a preservar o valor nutricional dos alimentos. A produção ainda é totalmente artesanal, mas o método de processamento garante maior durabilidade e conservação do alimento.

O produto e o mercado

Embora ainda seja um novo conceito, o produto tem boa aceitação para cães e gatos e a procura tem aumentado. “Começamos apenas com a venda pela internet, mas já estamos vendendo na região e aceitando encomendas pra fora”, conta.

Esse é um mercado onde as pessoas preocupam-se com a composição das rações e têm cuidado com a alimentação de seus animais. Os consumidores são criteriosos na análise analisam das receitas produzidas com elementos totalmente naturais e sem conservantes, o que faz toda a diferença, já que o consumo de uma alimentação mais natural e saudável, resulta em uma notável e positiva diferença no pelo, nas fezes, no tempo e também na qualidade de vida dos animais.

“A produção dos biscoitos está crescendo, não deu lucro ainda, mas também não dá prejuízo. Já tenho até cliente fixa”, diz Flavia. É o caso da labradora de 19 anos, já idosa e cega que virou consumidora fiel. A única coisa que a cadela ainda aceita comer é o biscoito. A dona chegou até a pensar na eutanásia, mas houve melhoras, e desistiu.

Por hora, toda a produção ainda é artesanal, pois é necessário o alvará da vigilância sanitária para cumprir o protocolo de legalização do produto, que ainda está em curso. Mas garante que o registro de “produto artesanal” vai especificado no rótulo.

O objetivo é atingir um mercado maior, mas sem perder o padrão. Já que para ela, o aumento da demanda pode baixar a qualidade do produto, pois as produções são sazonais e dependem da agricultura, que também é influenciada pelo clima da região.

O mercado hoje possui rações com grandes quantidades de sódio e gordura, elementos que podem desencadear uma série de doenças como a cistite nos gatos e infecções urinárias nos cães.

“Para cuidar de animal existe um custo, mas ele vale muito a pena, pois a quantidade de toxinas em determinadas rações é enorme. Existem poucas marcas de rações naturais no mercado atualmente e custam em média R$ 24 reais o quilo. Tem uma marca que 400 gramas custam isso, mas o consumidor precisa considerar o valor que agrega, quando o produto pode trazer melhoras significativas na vida do animal, evitando doenças cardíacas, renais e tumores, geralmente causados por má alimentação. É preciso valorizar mais o custo benefício desses alimentos naturais”, destaca Flávia.

Com o apoio de dois veterinários que estão sempre acompanhando seus pets, ela conta que há ainda a ideia de um projeto paralelo para expandir. O biscoito foi só o primeiro passo, o próximo é a produção de ração usando o mesmo método, mas para isso é preciso uma unidade maior de processamento, inclusive a intenção é acrescentar ainda mais frutas desidratadas.

Confira nos links abaixo o Mapa das Feiras Orgânicas, rede social e programações na região de Visconde de Mauá, no Rio de Janeiro:

https://pt-br.facebook.com/Aprovim-MAU%C3%81-Org%C3%A2nicos-701689189856…
http://feirasorganicas.idec.org.br/item/feira-do-produtor-organico-aprov…
http://amigosdemaua.net/projetos/Nova%20Terra/feirinha_em_novo_local.htm

Arquivo pessoal

Dayana Santos
Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário
Assessoria de Comunicação

Fonte : MDA

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