ALGODÃO – Cotonicultor de Mato Grosso quer anular patente de algodão da Bayer

Associação que representa o setor entrou na Justiça contra a multinacional, alegando que a variedade não tem inovação suficiente

algodao-algodão (Foto: Ernesto de Souza/ Ed. Globo)Algodão que tem patente questionada em Mato Grosso é comercializado desde a safra 2014/2015 (Foto: Ernesto de Souza/ Ed. Globo)

A Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa) pediu na Justiça federal a anulação da patente do Bollgard II RR Flex (B2RF), lançado pela Monsanto e que hoje é de propriedade da Bayer. A entidade alega que não há inovação suficiente para gerar um novo registro, questionamento semelhante ao feito por produtores de soja em relação à Intacta, também criada pela empresa americana e hoje pertencente à multinacional de origem alemã.

Em nota, o presidente da Ampa, Alexandre Schenkel, garante que o produtor está interessado nas novas tecnologias e entende que tem que pagar por elas. Mas não quer ser cobrado pelo que chamada de “inovação banal” que não tenha os pré-requisitos para ser classificado como nova patente.

Segundo a entidade, desde o início da comercialização da B2RF, os cotonicultores do Estado já pagaram US$ 151 milhões em royalties. Se a patente for anulada, a economia estimada é de US$ 240 por hectare. Na safra 2014/2015, quando foi lançada, a cultivar foi plantada em 3,9% da área reservada para a cultura. No ciclo 2018/2019, a proporção é de 28,01%.

Também em nota, a Bayer informou não ter sido notificada. Mas já alega que o pedido de patente da B2RF seguiu as regras mais rigorosas de exame e atendeu a todos os requisitos. Afirma ainda que o uso da variedade foi escolha do produtor e trouxe benefícios econômicos e ambientais.

POR REDAÇÃO GLOBO RURAL

Fonte :GLOBO RURAL

Compartilhe!