Alerta na fiscalização de alimento na Capital

Apenas uma veterinária faz o controle de 40 estabelecimentos com SIM

A fiscalização das 40 agroindústrias que processam produtos de origem animal em Porto Alegre está delegada a apenas uma veterinária. O trabalho, segundo o Sindicato dos Médicos Veterinários do RS (Simvetrs), deveria ser realizado por, no mínimo, quatro ou cinco profissionais. A falta de servidores para prestar o serviço foi alvo de reunião ontem entre líderes da categoria e representantes das secretarias municipais de Indústria e Comércio (Smic), Administração (SMA), Saúde (SMS) e Direitos Animais (Seda). Segundo o delegado do Simvetrs, Alexandro Daura, a produção da Capital está em risco. ‘Não existe fiscalização. Escolas estão recebendo produtos sem o mínimo controle’, alerta, citando estabelecimentos frigoríficos e entrepostos que fornecem, inclusive, alimentos para a merenda escolar da rede municipal. Dos 40 estabelecimentos vinculados ao Serviço de Inspeção Municipal (SIM), 28 processam carne, e os demais, ovos, mel, leite e derivados. Pelas regras, tais empresas só podem comercializar seus produtos na Capital.

Para piorar a situação, a servidora que fiscaliza o SIM, de responsabilidade da Smic, deve se aposentar em 2014, o que deixará o quadro zerado. No último concurso público realizado para repor veterinários na prefeitura, os profissionais previstos para locação na Smic e na SMS acabaram sendo destinados à novata Seda. A demanda pelo SIM também vem aumentando, em alguns casos pela migração de estabelecimentos que antes tinham inspeção federal e estadual.

O diretor da Divisão de Fomento Agropecuário da Smic, Antônio Bertaco, defende a eficiência do trabalho prestado, mas admite que apenas uma profissional e um estagiário é pouco. ‘Temos que ampliar o quadro, já que os serviços vêm aumentando’, reconhece. Bertaco informa que a secretaria solicitará quatro novas vagas. Embora não tenham estipulado prazo, a prefeitura sinalizou a possibilidade de deslocar profissionais da Seda para a Smic até que seja possível fazer novo concurso. ‘Queremos resposta urgente’, cobra Daura.

Fonte: Correio do Povo

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