ALERTA NA BALANÇA | Lista de embargos à carne brasileira tem seis países

Para impedir avanço de restrições motivadas por caso de vaca louca no Paraná, governo vai à OMC

Enquanto o Brasil demora para reagir aos embargos impostos à carne bovina, cresce a lista dos países que estão suspendendo as importações por conta do episódio de vaca louca registrado no Paraná. Ontem, a Coreia do Sul se tornou o sexto mercado a anunciar a suspensão temporária das compras externas.
Japão, China, África do Sul, Arábia Saudita e Egito já haviam notificado o governo brasileiro sobre a decisão de suspender as importações – sendo a barreira egípcia restrita ao Estado do Paraná. De janeiro a setembro, os sul-coreanos compraram 15 toneladas de carne processada brasileira, o equivalente a US$ 48 mil. O volume, segundo o Ministério da Agricultura, é inferior ao dos demais países que suspenderam suas importações.
Ainda assim, o efeito dominó preocupa, e o Brasil analisa que medidas poderão ser tomadas no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC) para impedir uma escalada das restrições comerciais ao produto que chegue a destinos importantes. O secretário de defesa agropecuária, Enio Marques, tem hoje uma reunião com técnicos da instituição, na Suíça, para expor o caso. Ele será acompanhado por diplomatas brasileiros.
O governo argumenta que não há razões para parceiros comerciais do Brasil suspenderem a compra de carne, já que a própria Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) decidiu manter o status de risco insignificante para a doença no país.
Em um primeiro momento, o Brasil acionou adidos agrícolas para apresentar as explicações dos técnicos do governo sobre o caso. Além dos países que anunciaram embargos, foram planejadas 20 visitas técnicas aos principais destinos do produto no Exterior.
As restrições mais preocupantes foram as impostas por Arábia Saudita e Egito. O primeiro, que anunciou bloqueio total das importações do produto, é o 10º maior destino da carne brasileira no Exterior. O Egito é o terceiro maior importador do produto.

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Fonte: Zero Hora

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