Ainda sem asfalto, BR-163 deve ampliar em 30% o escoamento de grãos em 2019

Dos atoleiros em 2017, passando dificuldades para subir as serras íngremes em 2018, às expectativas para um tráfego menos sofrido em 2019. É assim, entre esperanças e frustrações, que o corredor mais importante para o escoamento dos grãos que saem de Mato Grosso rumo aos portos do norte do país.

No início do ano, a perspectiva era otimista: 10 milhões de toneladas de grãos seriam direcionadas para o eixo norte da BR-163. Entretanto, o ano deve fechar com apenas 9 milhões de toneladas. O motivo é a não conclusão das obras na rodovia. Desde a divisa do Mato Grosso até ao Porto de Miritituba (PA) são 730 km da BR-163. Segundo o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNit), 637 km foram pavimentados.

O compromisso de concluir a pavimentação total do trecho remonta desde o ano passado e mais uma vez será adiado para 2019. De acordo com o Dnit, os quilômetros restantes foram divididos em dois lotes de obras.


Os dois trechos estão localizados entre a Serra da Anita e Serra do Moraes, um dos pontos mais críticos da rodovia, que inclusive no início do ano passado, com a intensidade das chuvas e a falta de pavimentação, transformaram a estrada em um imenso atoleiro. Para o Dnit e o Movimento Pró-Logística, os trechos não serão um problema para quem precisa trafegar por lá. Apesar de não estarem completamente asfaltados, estão com condições para receber a movimentação na rodovia.

Para o diretor-executivo do Movimento Pró-Logística, Edeon Vaz, a expectativa para a conclusão das obras da BR-163/Pará é promissora. Ele estima que cerca de 12 milhões de toneladas (entre soja e milho) serão transportados pela rodovia já no ano que vem. Para o setor, a esperança é que além da melhora nas condições da rodovia, o frete também acabe ficando mais barato. Diante, das péssimas condições da BR, o frete tem pesado muito mais do que o esperado no bolso de quem escoa a produção para os portos do eixo norte do país.

Publicado por: luizpatroni

Fonte : Canal Rural

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