Ainda salgado, preço do pinhão começa a cair

Safra menor deixou o quilo mais caro do que no ano passado, mas ápice da oferta neste momento faz valores se reacomodarem

André Ávila / Agencia RBS
Tempo seco prejudicou desenvolvimento e redução no volume é estimada entre 20% e 60% no Rio Grande do SulAndré Ávila / Agencia RBS

Com a entrada de maior oferta da atual safra, o pinhão começa a ficar um pouco menos salgado do que há um mês. O quilo permanece mais caro do que no ano passado, mas já dá sinais de acomodação. Cotações da Ceasa Serra mostram que o preço caiu 12% na comparação de maio com abril, estando agora a R$ 8,80.

Extensionista da Emater de Caxias do Sul, Juvena Kegler Ramos diz que há uma estabilização, porque estamos no ápice da safra, que segue até o próximo mês. O intermediário tem encontrado valores mais acessíveis, perto de R$ 5 o quilo:

– Em supermercados e feiras, ainda tem quem venda a até R$ 18, mas a maioria já está entre R$ 10 e R$12. A tendência é estabilizar e, conforme for escasseando, voltar a subir.

Neste ano, o volume coletado de pinhão (é uma atividade extrativista) ficou menor, razão pela qual acabou encarecendo. A estimativa é de que redução entre 20% e 60% na Serra, maior produtora. E reflete o tempo seco registrado no período de desenvolvimento.

O maior produtor é São Francisco de Paula. Também se destacam Cambará, Jaquirana e Bom Jesus. A atividade é fonte de renda de mais de cem famílias em cada um desses municípios.

– A cadeia produtiva do pinhão é muito curta. Ainda  se guarda pouco em câmaras frias. O maior volume é vendido in natura mesmo  – complementa Adelaide.

O pinhão é fruto das araucárias, árvore nativa do Sul. Cada árvore gera de 60 a cem pinhas. E a pinha tem, em média, 200 pinhões e pesa cerca de três quilos.

Fonte: Zero Hora

20/05/2020 – 06h50minAtualizada em 20/05/2020 – 06h50min

GISELE LOEBLEIN