AGRONEGOCIO – Municípios gaúchos se destacam entre os que mais incentivam a agroecologia no Brasil

Projetos de agroecologia, produção sustentável e segurança alimentar mereceram destaque

Projetos de agroecologia, produção sustentável e segurança alimentar mereceram destaque

LEO DRUMOND/DIVULGAÇÃO/JC

O Rio Grande do Sul concentra 30% das iniciativas voltadas à agroecologia no País, segundo levantamento inédito da Articulação Nacional de Agroecologia (ANA). De acordo com a pesquisa, a região assume posição de destaque na produção sustentável de alimentos e apoio à agricultura familiar e à agroecologia.

O estudo, denominado Municípios Agroecológicos – Políticas de Futuro, mapeou mais de 700 iniciativas municipais nessas áreas, em todo o Brasil, e identificou que a Região Sul reúne cerca de 40% das iniciativas identificadas. No Estado, foram 57 ações, 80% delas executadas e financiadas exclusivamente pelo poder público municipal. São ações, políticas e programas que promovem a agroecologia, a produção sustentável de alimentos e a segurança alimentar e nutricional em 50 municípios.

A pesquisa também classificou as ações em 41 temas, sendo os de maior destaque no Rio Grande do Sul os relacionados à assistência técnica e extensão rural, educação alimentar e nutricional e ao fomento à produção. Nas demais regiões brasileiras, o apoio a feiras e à comercialização e compra de produtos foi a principal abordagem.

Os temas Ater e Educação Alimentar e Nutricional apareceram como destaques no mapeamento estadual e o Rio Grande do Sul foi o terceiro estado com maior número de iniciativas neste sentido. Entre as experiências analisadas destacaram-se as de agroecologia desenvolvidas nas cidades de Veranópolis e Farroupilha, na Serra. Outro diferencial gaúcho é o número expressivo de Programas Municipais de Produção Agroecológica e Orgânica. “É possível perceber que muitos municípios do Estado caminham para a construção de um marco institucional municipal em defesa da agroecologia e da alimentação adequada”, comenta Flávia Londres, membro da Secretaria Executiva da ANA.

Outra iniciativa inovadora foi identificada na cidade de Santiago, na região Central, onde o poder público municipal tem o projeto Pila Verde, que busca recompensar o cidadão que realizar a separação correta de resíduos e entregar o lixo orgânico para compostagem coletiva. A cada cinco quilos de lixo orgânico entregues, os moradores recebem uma cédula de “1 pila”, que tem valor equivalente ao de R$ 1,00, para uso em feiras do produtor. Já em Cacique Doble, no Norte, projeto voltado a resgatar a cultura alimentar do povo indígena, valorizando os alimentos regionais e típicos, por meio da agricultura familiar, também mostrou-se exitoso para recuperar a prática de produção dos alimentos da terra.

Fonte : Jornal do Comércio

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