AGRONEGÓCIOS – Startup gaúcha aposta em Inteligência Artificial

Dois primeiros protótipos entram em operação em janeiro de 2020

Dois primeiros protótipos entram em operação em janeiro de 2020

/BRUNA OLIVEIRA/ESPECIAL/JC

Bruna Oliveira

Utilizar a Inteligência Artificial para reduzir custos e aumentar a produtividade são tendências que cada vez mais se aproximam da lida no campo. A tecnologia é a aposta da startup gaúcha Avispa, que chega ao mercado para implementar a agricultura de precisão.

Os dois primeiros protótipos começam a operar em janeiro de 2020, após um ano e meio de desenvolvimento. Os sistemas serão instalados em Caxias do Sul, na serra gaúcha, em uma fazenda de produção de uva, e em uma vinícola de Águas Claras, distrito de Viamão, na Região Metropolitana. A ideia é que os sistemas possam ser instalados em qualquer propriedade rural, do cultivo de grãos à pecuária e até piscicultura.

O sistema funciona através de sensores que coletam, direto da lavoura, informações como qualidade do solo, umidade e temperatura, luminosidade, quantidade de chuva na produção, irradiação ultravioleta, entre outras. Cada equipamento pode cobrir uma área de cerca de um hectare.

Os dados fornecem um raio-x da propriedade, permitindo ao agricultor tomar decisões mais acertadas sobre cada manejo. "Além da redução de perdas com insumos, a agricultura de precisão permite também a redução do impacto ambiental, como, por exemplo, a diminuição de 40% no uso de agrotóxicos", explica Flaviano Dalla Corte, um dos sócios da Avispa.

Pelo próprio celular, o produtor tem acesso a um painel com as informações coletadas em tempo real e atualizadas de hora em hora. A implementação do sistema pode custar de R$ 500,00 a R$ 2 mil, dependendo da quantidade de sensores e das funcionalidades. Para isso, a empresa oferece pacotes mensais de serviço, em planos conforme a necessidade do produtor.

Dalla Porta diz que a tecnologia é inédita no Brasil e que o equipamento que mais se aproxima da inovação é espanhol, mas, segundo ele, inferior ao gaúcho em diversas particularidades.

Juntam-se a Dalla Porta outros dois sócios, que agregam conhecimento de áreas como gestão ambiental, administração e eletrônica. O pontapé para o desenvolvimento contou com aporte inicial de R$ 200 mil. Depois da instalação dos protótipos, a ideia é expandir a tecnologia para países vizinhos, como Argentina e Paraguai, além do leste asiático.

Fonte : Jornal do Comércio

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