AGRONEGÓCIOS – Semeadura do trigo está quase concluída no Rio Grande do Sul

Únicas regiões com áreas a serem plantadas com o cereal são o Planalto e os Campos de Cima da Serra

Únicas regiões com áreas a serem plantadas com o cereal são o Planalto e os Campos de Cima da Serra

/EMATER/DIVULGAÇÃO/JC

A safra de trigo está praticamente semeada, com exceção de áreas pontuais no Planalto e Campos de Cima da Serra, o que não preocupa os agricultores, pois nessas regiões o período favorável se estende até o final deste mês, havendo tempo hábil para a finalização. De acordo com a Emater, é boa a formação inicial das lavouras.

A cevada está nas fases de germinação e desenvolvimento vegetativo, com as primeiras lavouras implantadas em início de floração. Os tratos culturais, como controle de invasoras e aplicação de nitrogênio em cobertura, estão prejudicados em algumas áreas pelo excesso de umidade no solo.

A canola apresenta bom aspecto fitossanitário. A cultura mantém-se em desenvolvimento vegetativo, floração e já em enchimento de grãos no Noroeste do Estado. Produtores avaliam como positivo o desenvolvimento da cultura, apesar da dificuldade de controlar gramíneas espontâneas, como azevém e aveia. Esta dificuldade decorre da baixa insolação, que diminui a atividade metabólica das plantas e pode comprometer a ação dos herbicidas. No Planalto, lavouras estão prejudicadas pelo excesso de umidade.

As baixas temperaturas, a nebulosidade e as geadas têm prejudicado a oferta e a qualidade das forragens, dificultando a rebrota do campo nativo e exigindo a suplementação mineral para que o rebanho metabolize o pasto fibroso. Alguns pecuaristas estão suplementando animais e fazendo ajustes de lotação nos potreiros.

Na região da bacia leiteira, as pastagens estão prejudicadas devido à alta umidade do solo, e os animais "estragam" a pastagem devido ao pisoteio em solo muito encharcado. Assim, o período de pastoreio é diminuído e aumenta o consumo de silagem, ração e feno para compensar o baixo crescimento das pastagens. Porém, os agricultores devem estar atentos aos custos de produção, pois a possível escassez de alimento amplia a necessidade de conservado e de concentrados, ambos de custo mais elevado ante o alimento volumoso.

Fonte : Jornal do Comércio