Agronegócios – Plataforma da Monsanto gera ganhos em GO

O sistema Climate FieldView está sendo testado por cerca de 110 agricultores espalhados pelo Brasil e estará disponível comercialmente para o plantio de verão na temporada de 2017/2018

A tecnologia garantiu aumento de produtividade em lavouras de soja

A tecnologia garantiu aumento de produtividade em lavouras de soja
Foto: Agência Brasil

Rio Verde (GO) – Apoiados ao argumento de que os custos de produção são dependentes do índice de produtividade na lavoura, agricultores goianos aceitaram testar a nova plataforma de monitoramento da The Climate Corporation, subsidiária da Monsanto, e já começam a colher bons os resultados.

Ao todo, 110 produtores do Mato Grosso, Goiás e Bahia estão testando a tecnologia FieldView que mapeia os processos de plantio, pulverização e colheita por meio de tablets acoplados nas máquinas agrícolas. No fim do dia, os dados são sincronizados com um software que possibilita o cruzamento das informações e a identificação de eventuais problemas, minimizando perdas e gastos desnecessários. O acesso é remoto e os arquivos são salvos na ‘nuvem’, por big data.

De acordo com o líder comercial da Climate para a América do Sul, Mateus Barros, a iniciativa visa tornar a ferramenta comercial até o plantio da safra 2017/2018.

"Tenho três máquinas colhendo, a ferramenta que nos auxilia na tomada de decisão nos dá de duas a três sacas a mais por hectare na colheita, foi o que vimos até agora", conta sobre a experiência com o FieldView o dono da Fazenda São José, Fernando Orlando dos Santos. A propriedade fica na cidade de Montividiu (GO).

Na fazenda de 2,45 mil hectares já havia um monitoramento por meio de mapas por meio da agricultura de precisão embarcada nas plantadeiras e colheitadeiras. No entanto, não havia um sistema que fizesse a sincronização dos dados ou qualquer outro cruzamento de informações, a ponto de permitir a identificação de intercorrentes em tempo hábil para a correção.

A produtividade esperada para a soja – com 60% da área já colhida – é de 80 sacas por hectare, 17,6% maior em relação ao ciclo passado e ainda mais superior à média nacional, de 53 sacas por hectare.

Para a próxima safra, Santos ressalta que não será mais possível abandonar o sistema de mapeamento e entre os planos está o aumento na velocidade de plantio. "Se fizermos um quilômetro a mais por hora, acredito que teremos um ganho de 10% no rendimento diário", projeta o agricultor.

No município de Rio Verde (GO), os donos da Fazenda Pai Manoel, Claudemir e Felipe Schwening, também testam a plataforma da subsidiária da Monsanto. Em uma área de 1,7 mil hectares foram identificados dois tipos de problema nas plantadeiras de soja.

"Conseguimos verificar que as máquinas estavam parando muito e questionamos nossos funcionários que, então, nos mostraram o que precisaria ser melhorado na fazenda", comentou Felipe Schwening.

Aperfeiçoamento

"Uma sugestão que levamos para a Climate foi a integração com outros softwares de gestão. Hoje temos pessoas que são responsáveis pela organização de estoque, custos e processos operacionais, se essas informações fossem integradas ao sistema, poderíamos economizar a despesa com pessoal e melhorar nosso custo-benefício para investir na plataforma tecnológica", revelou Claudemir Schwening.

Questionados sobre esta possibilidade de integração entre a gestão da lavoura e dos negócios em geral, o presidente-executivo da Climate Corporation, Michael Stern, e o vice-presidente de produto, Jim Ethington, explicaram à imprensa que o sistema está aberto para parcerias com aplicativos de gestão. Segundo a dupla a ideia é proporcionar "uma experiência homogênea ao agricultor".

Nayara Figueiredo

Fonte : DCI

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