AGRONEGÓCIOS – Fiscais agropecuários coletam amostras para estudo sobre a febre aftosa

Objetivo é coletar 4,7 mil amostras de sangue para exame sorológico

Objetivo é coletar 4,7 mil amostras de sangue para exame sorológico

/FERNANDO DIAS/SEAPI/DIVULGAÇÃO/JC

Dez equipes de fiscais estaduais agropecuários e técnicos agrícolas estão visitando 97 propriedades de 21 municípios das regiões de fronteira do Rio Grande do Sul com a Argentina e Uruguai. O objetivo é coletar 4.700 amostras de sangue para exame sorológico de bovinos com idade de seis a 24 meses, além de fazer o exame clínico dos animais, para elaboração de estudo de circulação viral da febre aftosa no Estado. Nesta primeira etapa, participam 30 fiscais estaduais agropecuários.

O levantamento é realizado em todos os estados com status de livre de aftosa com vacinação junto à Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). "A realização deste estudo é importante para comprovar que o vírus da febre aftosa não está circulando no Rio Grande do Sul, especialmente na região da fronteira, que tem risco maior de reintrodução da doença, além de ser uma garantia de que as medidas de prevenção estão tendo resultado", explica a fiscal estadual agropecuária Lucila Carboneiro, do Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA) da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr). As visitas iniciaram na última semana de setembro, em municípios como Aceguá, Bagé, Dom Pedrito, Jaguarão, Quaraí, Santana do Livramento, Santa Vitória do Palmar e São Borja. As amostras coletadas serão analisadas pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA), antigo Lanagro, em Porto Alegre. Até o final do ano, o Ministério da Agricultura deve concluir relatório com os dados de todos os estados para encaminhar à OIE, a fim de revalidar o status desses estados.

Segundo Lucila, a comprovação de que Estado não tem circulação do vírus dá mais segurança para uma possível retirada da obrigação da vacina contra a febre aftosa. No início de setembro, duas equipes do Ministério da Agricultura realizaram vistorias que vão definir se o Rio Grande do Sul poderá ou não retirar a vacina em 2021. O relatório com as conclusões sobre as condições de defesa sanitária, fiscalização e controle rápido em caso de aparecimento da doença em algum animal deverá ser conhecido entre o final de novembro e início de dezembro. Caso a auditoria aponte que há condições, porém, esse status poderia ser alterado somente em 2021, após 12 meses sem vacinar e sem o aparecimento de nenhum foco.

A segunda etapa da vacinação contra a aftosa no Rio Grande do Sul acontecerá de 1 a 30 de novembro. De acordo com Lucila Carboneiro, a expectativa da Seapdr é de que aproximadamente 5 milhões de animais, com idade entre 0 e 24 meses, devem ser vacinados. A fiscal agropecuária lembra que os produtores devem adquirir as doses da vacina durante os 30 dias da campanha.

Fonte :Jornal do Comércio