AGRONEGÓCIOS – Conab aponta queda de 3,9% na safra agrícola

Volume total de milho registra queda de 16,8% ante a safra anterior

Volume total de milho registra queda de 16,8% ante a safra anterior

/FECOAGRO/DIVULGAÇÃO/JC

A produção brasileira de grãos deve encerrar o ciclo 2017/2018 com um total de 228,33 milhões de toneladas, a segunda maior da história do País, representando queda de 3,9% (menos 9,4 milhões de toneladas) em comparação com o período anterior, quando atingiu recorde de 237,67 milhões de toneladas. Isso é o que mostra o 12º e último levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado ontem.

O resultado também é 0,1% menor ante o levantamento anterior, de agosto, quando a Conab estimou a safra 2017/2018 em 228,57 milhões de toneladas. A área manteve-se próxima à estabilidade, com ligeira alta de 1,4% (mais 859,8 mil hectares), passando de 60,9 milhões de hectares para recorde de 61,7 milhões de hectares.

Segundo a Conab, a área só não foi maior porque houve redução na área de milho primeira e segunda safras. Em relação à safra anterior, a área de milho primeira safra reduziu de 5,48 milhões de hectares para 5,08 milhões de hectares e a área de segunda safra reduziu de 12,10 milhões para 11,56 milhões de hectares em razão, principalmente, da expectativa futura de mercado.

A soja continua como importante destaque entre as culturas analisadas, apresentando crescimento de área e produtividade. A oleaginosa registrou produção recorde, atingindo colheita de 119,28 milhões de toneladas, aumento de 4,6% em comparação com a safra anterior. A safra total de milho deve alcançar 81,36 milhões de toneladas, queda de 16,8% ante a safra anterior. Do total da produção de milho, 26,8 milhões de toneladas (menos 12%) deverão ser colhidas na primeira safra e 54,5 milhões de toneladas (menos 19,1%) na segunda safra.

A produção de arroz deve cair 2,1%, de 12,03 milhões de toneladas para 12,07 milhões de toneladas. Já a safra de trigo, cultivado no inverno, deve ser de 5,24 milhões de toneladas, em comparação com as 5,14 milhões de t em 2017, representando aumento de 22,9% entre os dois períodos. A safra total de feijão deve alcançar 3,11 milhões de t (queda de 8,3% ante 3,18 milhões de t em 2016/2017). A primeira safra de feijão está projetada em 1,28 milhões de t (queda de 5,8%).

A segunda safra da leguminosa deve atingir 1,21 milhões de t (mais 1,2%), e a terceira safra do grão está projetada em 619,2 mil t (menos 26,1%).

Estatal revisa para baixo área plantada de trigo no Rio Grande do Sul

Já com a semeadura encerrada, a estimativa de área plantada com trigo no Rio Grande do Sul foi revisada para baixo pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Antes projetada em 695,7 mil hectares, a área, agora, é estimada em 681,7 mil hectares pelo boletim da estatal, terreno que corresponde a uma queda de 2,5% em relação à plantação de trigo em 2017. A produção gaúcha total do cereal na safra 2018 deve chegar a 1,411 milhão de toneladas, crescimento de 10,5% sobre a colheita do ano passado.

Segundo o boletim da Conab, o clima tem sido adequado à cultura até agora, e isso justifica a manutenção de uma estimativa alta quanto ao potencial produtivo da cultura. A expectativa da empresa é de que a produtividade do trigo no Rio Grande do Sul nesta safra chegue a 2.070 kg/ha, um incremento de 13,4% sobre a safra de 2017. Dentro das culturas de inverno, a Conab também revisou para baixo a área plantada com Canola no Estado, de 40,8 mil hectares no último levantamento para a atual projeção de 34,8 mil hectares, o que corresponde a uma redução de 19,6% sobre o plantio do ano passado. A forte queda é atribuída pela estatal à quebra na produção em 2017, que teria desestimulado os produtores. Apesar disso, quem plantou deve colher bem. A produtividade da canola em 2018, com o clima propício, deve bater em 1.350 kg/ha, melhora de 69% em relação ao ano passado. A produção total deve chegar a 47 milhões de toneladas.

A única estimativa ampliada pela Conab foi quanto à área plantada com aveia, que passou de 253,4 mil hectares para 265,8 mil hectares, que representariam um crescimento de 7,1% sobre 2017. Mesmo com condições meteorológicas favoráveis, o boletim da estatal argumenta que a cultura está em "fase crítica para a ocorrência de excesso de chuvas e tempestades" no Estado, que já teriam provocado perda de potencial em locais isolados. Caso o clima siga adequado, a projeção da empresa é de uma produtividade de 2,7 mil kg/ha, melhora de 46% sobre 2017. A projeção da Conab para a aveia gaúcha em 2018 é de uma produção total de 717 mil toneladas.

Fonte : Jornal do Comércio