AGRONEGÓCIOS – Começa colheita da soja no Rio Grande do Sul

Primeiras áreas colhidas são localizadas nas regiões da Fronteira-Noroeste e das Missões, afirma Emater

Primeiras áreas colhidas são localizadas nas regiões da Fronteira-Noroeste e das Missões, afirma Emater

/ANDRÉ NETTO/ARQUIVO/JC

A colheita da soja já foi iniciada no Estado, nas primeiras áreas semeadas nas regiões da Fronteira-Noroeste e das Missões, de acordo como o Informativo Conjuntural da Emater, divulgado ontem. De modo geral, no Rio Grande do Sul, a cultura está com 2% das lavouras na fase madura, 62% em enchimento de grãos, 26% em floração e 10% se encontram em desenvolvimento vegetativo, o que corresponde às áreas implantadas mais tarde.

A cultura está com bom desenvolvimento, e os rendimentos das primeiras lavouras colhidas estão variando de 30 a 55 sacas por hectare. O preço médio do grão no Estado foi de R$ 68,78 a saca, conforme levantamento semanal de preços realizado pela Emater, um acréscimo de 0,25% em relação à semana anterior.

As condições climáticas com predomínio de tempo seco, altas temperaturas e forte radiação solar foram favoráveis à colheita do milho no Estado. Porém, as lavouras em desenvolvimento vegetativo, floração e enchimento de grãos sofreram com a baixa umidade do solo. Lavouras pontuais, que não foram conduzidas adequadamente, sofreram mais em função do clima. No entanto, a ocorrência de chuvas no início desta semana amenizou o problema; ainda assim, são necessárias chuvas semanais e mais volumosas para atender às necessidades diárias das plantas.

No Rio Grande do Sul, 39% da área plantada com milho para produção de grãos já foi colhida, e 15% da área está pronta para colher. A produtividade está acima da inicialmente prevista, que era de 6.807 quilos por hectare no Estado, com variações entre as regiões. O preço médio praticado no Rio Grande do Sul ficou em R$ 32,48 a saca, com aumento de 0,71% em relação à semana anterior.

As boas condições meteorológicas, especialmente em relação à insolação, favoreceram o arroz, que está em enchimento de grãos na maior parte das lavouras, chegando aos 42% e já apresentando evolução na colheita na Fronteira-Oeste e na Região Central do Estado, chegando aos 2% da área do Rio Grande do Sul, estimada em 693.538 hectares.

Em relação ao feijão primeira safra, nas regiões produtoras do Estado, a cultura está em finalização de safra, com cerca de 74% da área já colhida. A exceção se dá na Região da Serra, mais especificamente os Campos de Cima da Serra, onde as áreas de produção ainda não estão em colheita devido ao período de implantação ocorrer mais tarde. As áreas já colhidas estão apresentando muito bom padrão, tanto de rendimento como de qualidade, à exceção de lavouras situadas no Alto da Serra do Botucaraí e no Vale do Rio Pardo, onde ocorreram reduções em decorrência de eventos climáticos adversos em, aproximadamente, 30% das lavouras dessas regiões.

Já a safra secundária de feijão está em implantação das áreas e início de desenvolvimento. Nas regiões Celeiro e Alto Jacuí, produtores estão preocupados com a baixa umidade no solo, abaixo da necessária para uma boa emergência.

Fonte : Jornal do Comércio

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