AGRONEGÓCIOS – Chapa da situação vence eleição na Farsul

Sperotto ganhou mais três anos à frente da direção da entidade

Sperotto ganhou mais três anos à frente da direção da entidade

Luiz Eduardo Kochhann

A chapa da situação venceu a eleição da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), realizada ontem, na sede da entidade, em Porto Alegre. Presidente há 18 anos, Carlos Rivaci Sperotto assumirá seu sétimo mandato consecutivo à frente da Farsul após obter 104 votos. O candidato da oposição, o ex-presidente do Sindicato Rural de Passo Fundo João Batista da Silveira conquistou a preferência de 29 votantes. Estavam aptos a participar do pleito 135 sindicatos rurais gaúchos, sendo que 133 compareceram. Não houve votos brancos ou nulos.

Após o anúncio do resultado, Sperotto, que, aos 77 anos, acumula a direção Sebrae-RS, discursou por cerca de 15 minutos. Em primeiro lugar, agradeceu ao trabalho da atual diretoria e, em seguida, se dirigiu aos representantes da oposição, classificando a corrida eleitoral como histórica e convidando os adversários ao diálogo. "Vocês percorreram todo o Estado, mas estavam sendo monitorados, pois sabíamos onde vocês estavam e o que diziam", revelou. Entre as demandas da chapa derrotada estavam a consolidação de propostas relativas à cultura do trigo e a cobrança de royalties da soja transgênica.

"Não é continuísmo, nem continuidade, é sequência de gestões com propostas diferentes", declarou Sperotto, em alusão ao longo tempo no comando da Farsul. Com a vitória de ontem, serão mais três anos de mandato. Logo após, colocou como objetivo imediato a reavaliação do planejamento estratégico da entidade formatado em 2006. "Esse planejamento será submetido ao conselho para analisarmos pontualmente o que foi cumprido e o que não. Assim, com um diálogo amplo com os sindicatos, vamos prospectar um novo documento", afirmou.

Segundo adiantou, o principal foco deve ser o pleito por mudanças no seguro da atividade agrícola. Uma reunião com o objetivo de apresentar propostas nesse sentido acontece no próximo dia 14 na sede da Confederação Nacional da Agricultura (CNA). "Vamos nos debruçar sobre esse tema, buscando um seguro similar ao do resto do mundo agrícola. Essa questão não deve ficar apenas com empresas nacionais. Por que não buscar empresas internacionais para fazer o seguro no Brasil?", completou Sperotto.

MARCO QUINTANA/JC

Fonte : Jornal do Comércio

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