AGRONEGÓCIOS – Animais começam a chegar para a Expointer

Ovinos foram os primeiros a ingressar no Parque de Exposições

Ovinos foram os primeiros a ingressar no Parque de Exposições

Os portões do Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, foram abertos às 8h desta segunda-feira, para a chegada de animais que participarão da 41ª Expointer. Durante o dia, cerca de 350 animais entre bovinos, equinos, ovinos e aves desembarcaram nos pavilhões do complexo, onde – de 25 de agosto a 2 de setembro – ocorrerá a feira agropecuária. O ingresso dos primeiros animais (ovinos da raça Texel, Ideal e Merino Australiano, cavalos Crioulo e bovinos da raça Brangus) ocorreu abaixo de chuva fraca, e contou com a presença do secretário da Agricultura, Pecuária e Irrigação, Odacir Klein, além de representantes das entidades promotoras do evento.

Neste ano, estão inscritos 4.247 exemplares – um aumento de 32% frente à edição anterior, por conta da volta das aves, que ficaram de fora da exposição em 2017. Considerando que cerca de 800 ovinos, 900 equinos, 600 bovinos, entre outras centenas de bichos, a exemplo de caprinos, bubalinos, coelhos e chinchilas, irão conviver por pelo menos nove dias dentro do parque – para depois serem redistribuídos novamente em diversas regiões do Estado – os cuidados com as questões sanitárias são fundamentais, destaca o veterinário e coordenador técnico da Expointer, José Arthur Martins, lembrando que a feira tem um regulamento com em torno de 30 artigos. "Existe uma série de doenças que devem ser prevenidas, para que não sejam transmitidas para outros animais da feira."

Ontem pela manhã, após a conferência da inscrição dos animais que chegaram ao parque, foram realizadas análises de documentação sanitária, a exemplo de atestados de vacinas, bem como a Guia de Trânsito Animal (GTA), emitida na inspetoria veterinária. A previsão é de que, até sexta-feira, todos os animais de exposição já tenham desembarcado em Esteio. "Ocorrendo de ser constatada doença parasitária ou infectocontagiosa, é necessário que os exemplares afetados retornem à sua origem", explica Martins. "Infelizmente, isso ocorre todos os anos", comenta o veterinário Marcelo Fortes. "É muito comum aparecerem animais com papilomavírus, ou com presença de fungos, ou infestação severa de ectoparasitas", exemplifica.

Para garantir que o regulamento sanitário seja cumprido, foram deslocadas para esta edição do evento quatro equipes, cada uma composta por seis veterinários e três técnicos agrícolas, para a conferência das espécies. Além dos bichos que ficarão expostos, cerca de outros 1,5 mil animais que participarão de provas e leilões paralelos serão avaliados pelos profissionais ligados à Secretaria da Agricultura que foram escalados para a inspeção sanitária que segue até dois dias depois da feira.

Para garantir o bem-estar dos animais durante o trajeto das fazendas e cabanhas até Esteio, são necessários cuidados como "conforto" na distribuição dentro do caminhão. "São animais de elite, que demandam todo um tratamento desde a propriedade, uma vez que se ficarem estressados isso pode refletir no desempenho deles dentro do parque", afirma Martins. "Por isso, muitos criadores trazem seus exemplares mais cedo, para passarem por uma adaptação de mudança de ambiente, uma vez que saem do campo para ficarem rodeados de barulho e pessoas desconhecidas."

Evento deve superar R$ 2 bilhões em negócios

O secretário da Agricultura, Pecuária e Irrigação, Odacir Klein, destaca que a Expointer tem como principal objetivo "mostrar a qualidade e o avanço da genética dos animais e de como isso pode representar em termos de produtividade". "No caso de máquinas e implementos, o foco da mostra se detém na qualidade dos produtos." Este ano, a feira contará com mais de mil expositores. Segundo Klein, a expectativa é de que o volume de negócios desta edição supere os R$ 2 bilhões movimentados em 2017. "Estamos torcendo para que o clima ajude, sem muitos dias chuvosos."

Além de recursos para manutenção do parque, este ano os investimentos do governo gaúcho estão direcionados principalmente ao Pavilhão da Agricultura Familiar, que terá a área ampliada para 7 mil m2, permitindo a presença de agroindústrias de todo o Estado. O número de estandes vai aumentar 41% em relação a 2017, quando foram oferecidos 198 espaços. Com isso, serão 280 estandes para exposição e comercialização de produtos de 285 expositores, entre agroindústrias, artesanato, plantas e flores.

A Feira da Agricultura Familiar apresentará o trabalho (a exemplo da produção de queijos, sucos e embutidos) de 1.350 famílias de 106 municípios gaúchos.

/MARCELO G. RIBEIRO/JC

Adriana Lampert

Fonte : Jornal do Comércio

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