AGRONEGÓCIOS – Agricultura da Serra tem perdas com temporal

Em Nova Pádua, os estragos na cultura de uva podem chegar a 90%

Em Nova Pádua, os estragos na cultura de uva podem chegar a 90%

/MAICON PAN/DIVULGAÇÃO/JC

Roberto Hunoff, de Caxias do Sul

O temporal que caiu durante a madrugada de quarta-feira (31) causou diversos prejuízos à produção agropecuária na Serra Gaúcha. Um nos municípios mais atingidos foi Nova Pádua, onde a prefeitura decretou situação de emergência. O fenômeno foi considerado como a maior tempestade da história, com chuva de granizo, acompanhada de fortes rajadas de vento.

De acordo com prefeito de Nova Pádua, Ronaldo Boniatti, no decorrer da tarde de quarta-feira os estragos estavam sendo contabilizados. A estimativa é que culturas de cebola, alho, pêssego, maçã e ameixas tiveram perdas em torno de 80%. Na produção de uva, elas podem passar de 90%.

Em Flores da Cunha, o temporal causou destelhamentos em mais de 100 casas no perímetro urbano e rural, além de quedas de árvores e de postes de luz. A Secretaria da Agricultura recebeu relatos de perdas totais em diversas culturas, como uva, cebola, alho, pêssego, maça e ameixas. Na localidade de Alfredo Chaves, os ventos danificaram quatro aviários.

Em Farroupilha, segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Marcio Ferrari, houve perdas na produção nas divisas com Pinto Bandeira e Nova Roma do Sul. "O granizo caiu em muitas partes, provocando perda total. Culturas como uva, pêssego e ameixa, principalmente, foram muito danificadas, além das olerícolas. Precisamos de alguns dias para ter a real noção do prejuízo. Mas dentre o que temos conhecimento sabemos que muitas foram perdas totais", lamentou.

Em Caxias do Sul, segundo Bernadete Onzi, vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores Agricultores Familiares, também houve registro de danos, com perdas significativas na produção de pêssego e ameixa. "Ainda não conseguimos precisar o tamanho do prejuízo. Mas é muito provável que outras culturas também tenham sofrido", frisou.

Fonte: Jornal do Comércio